Julho - Um mês interessante

Retrato de Mallgur

Interessante por várias razões.

A primeira porque fiz 58 partidas durante o mês de 26 jogos diferentes, registando 6 jogos nunca jogados antes. Quantidade, variedade e descobrimento, portanto.

Também porque o jogo que mais joguei foi o Lost Cities. Um daqueles jogos que faz falta na colecção. Podemos quase nem dar por ele durante bastante tempo, mas ele lá reaparece e volta a recordar-nos porque está na nossa colecção.

Logo a seguir está a expansão da frente leste para o Memoir 44. Eu e o Nazgûl iniciámos uma espécie de campanha e neste mês jogámos 8 partidas, cobrindo os primeiros 4 cenários. Esta foi a expansão que sempre mais me interessou para o Memoir 44 e não estou nada desiludido de a ter comprado. Temos que retomar  campanha, Nazgûl. Eu vou dois pontitos à frente...

Uma das novidades deste mês foi o Dixit. Foram três partidas de um excelente jogo para integrar gente um pouco mais nova, mas que mantém os mais velhos interessados. Conhecer os oponentes na mesa ajuda e é preciso saber dar pistas suficientes, sem ser óbvio para todos. As cartas são muito bonitas e o jogo resulta bem com quase toda a gente, mesmo aqueles que não são grandes adeptos do hobby.

Também foi o mês em que comprei o Formula Motor Racing. Já fiz aqui uma review do jogo, por isso não me vou alongar. Estará presente na InvictaCon para quem quiser experimentar.

Voltei a jogar um dos grandes clássicos, Gamão, com um belo conjunto de tabuleiro e pedras em vidro oferecido pela Cat Ballou. Com quem fiz duas partidas, registando-se uma vitória para cada um. Bonito.

Voltei também a dar uso ao meu set de Netrunner, talvez o melhor dos CCG que conheço. Pena é que este jogo do criador de Magic: The Gathering não tenha tido mais sucesso. Creio que estava à frente do seu tempo.

Outra novidade para mim foi o Automobile. É uma excelente criação de Martin Wallace. Para quem nunca jogou, fica o conselho para experimentarem. Não será tão evoluído como Brass, mas sendo mais simples e sendo mais fácil aos jogadores anteverem as recompensas dos investimentos, é mais fácil de jogar de forma algo ligeira.

Um outro título já quase lendário no hobby esteve também ao meu dispor para experimentar. Circus Maximus. Nota-se a sua antiguidade e não posso dizer que tenha sido uma revelação. É um jogo tipicamente americano dos anos 70-80. Dados, tabelas, bastante tema... Mas para um jogo que devia evocar a excitação de uma corrida de quadrigas no circo romano, falha devido à constante necessidade de consultar tabelas em função de rolamentos de dado sempre que um jogador ataca outro... Isso fez com que me afastasse do combate e me preocupasse em andar o mais rápido possível. Percebi durante a primeira volta que o ganho de fazer as curvas por dentro é apenas de duas casas e portanto deixei-me andar por fora, sempre no máximo. Como raramente combati, fugindo quando necessário e tendo alguma sorte quando não conseguia fugir, acabei por conseguir a vitória. Mas não foi uma vitória que me satisfizesse... Com uma revisão, pode ser um jogo excelente. Para já, prefiro o Ave Caesar.

Também pude experimentar um par de fillers engraçaditos. O Turbo Taxi exercita a capacidade de resolução de puzzles, ainda que o conhecer as peças de antemão seja uma vantagem grande. Mas dá para passar um bocado. Por outro lado, o Three of a Crime é um joguinho leve de dedução. Não me pareceu muito interessante para jogar com adultos pois o níveçl de complexidade lógica é baixo, mas pode ver-se que deverá ser um sucesso com crianças que queiram tentar bricar aos detectives.

E assim foi Julho. Se quiserem ver mais em detalhe o que joguei, podem fazê-lo aqui.

Estou mais uma vez atrasado com este blog, mas em breve farei o relatório de Agosto para ficar em dia.

Até breve!