Junho 2010 - A idade da indústria foi minha!

Retrato de Mallgur

O mês de Junho foi rico em novidades e bastante razoável em termos de quantidade e variedade de jogos jogados. Nas 42 duas partidas que registei foram jogados 27 jogos diferentes com 7 novidades.

No topo da tabela em termos de quantidade está Dominion, fruto da rapidez com que se joga e do gosto das pessoas com quem mais jogo mais do que do interesse que tenho nele. Joguei cinco partidas. Dixit, Jungle Speed e Lost Cities seguem com 3 cada. Voltei ao Bang!, Hive e Micropul duas vezes, assim como estreei e repeti Pocket Battles: Celts vs Romans e Terra Prime.

Aproveitando para passar a falar das novidades, o Pocket Battles revelou-se interessante e bastante adequado enquanto jogo de guerra rápido. O objectivo de criar um jogo de guerra, facilmente transportável, com exércitos escaláveis pelos jogadores, algumas escolhas tácticas para meia hora foi cumprido. Se calhar, bem demais. É que este jogo parece sempre que acaba cedo demais. Nas partidas que fiz acabou na segunda ronda... Quase demora mais o tempo de criar as unidades para o nosso exército que a batalha propriamente dita. Ainda assim, tendo em conta que se pretendia um jogo com as características atrás mencionadas, não está nada mal.

Terra Prime foi uma compra quase cega. Depois do excelente Homesteaders e da leitura de algumas críticas a este título, achei que o risco de o comprar não seria grande. Ao abrir a caixa temi ter-me enganado. Os componentes são muito fracos. O jogo em si até é engraçado. Penso que jogar a 5, como fiz na primeira tentativa, não é o ideal. Torna-se algo longo e os tempos mortos um pouco grandes demais. Voltei a jogá-lo a três e funcionou bem melhor. Espero poder voltar a experimentar com quatro jogadores pois parece-me que será esse o número ideal.

Nas restantes novidades, Il Principe foi uma experiência interessante. Trata-se de um jogo já com algum tempo e andava para o experimentar. Fiz uma partida a três e gostei. Nada de brilhante ou que tencione adicionar à colecção, mas jogo outra vez se surgir a oportunidade.

Pude, finalmente, jogar uma partida completa de Rise of Empires. O jogo é bom e funciona, como seria de esperar de um design de Martin Wallace. Não será e penso que também não pretende ser, tal como o Tempus não o foi ou pretendia, um jogo de civilização rápido. O tema é esse e o decorrer do jogo reflecte-o, mas creio que quem gosta mesmo de Civilization deve deixar de andar à procura de um jogo igual, mas mais rápido. Nunca aparecerá.

Também pude experimentar o Aladdin's Dragons card game, que veio como bónus com o Boardgamegeek game. Foi uma agradável surpresa. Está claramente presente a mecânica worker placement, tão na moda e, ao que parece, iniciada num jogo que precedeu, e inspirou, a versão em tabuleiro deste. Não sei se a versão em tabuleiro tem algo mais, mas esta versão funciona muito bem.

Foi neste mês que joguei o meu primeiro jogo de crayons. Veld Railroads joga-se desenhando linhas de comboio sobre um acrílico colocado em cima de um mapa muito básico. Também desenhando se podem fazer melhorias em cidades. É um jogo com acções, tipo bolsa, por isso dei-me mal. Não consigo funcionar bem em jogos de bolsa. Se tivesse que o resumir, diria que é o Chicago Express com maus componentes e mais demorado (e mais caro, no BGG marketplace!). Não é, definitivamente, jogo para mim.

Finalmente, as novidades fecharam com Age of Industry. Foi o primeiro jogo para quase todos os cinco participantes, alguns adeptos convictos do Brass, do qual este Age of Industry é um spinoff. Será, claramente, um aproveitamento das mecânicas do Brass para a criação de um sistema mais acessível a novos jogadores e que abra a possibilidade de expansões, novos mapas e alguma adaptabilidade a variantes regionais ou temáticas. É um bom jogo, por si mesmo, mas as comparações com o Brass são quase inevitáveis. Não vou entrar nessa guerra mas vou dizer que comprei o Brass já depois de ter jogado este. Mas gostei. Gostei de o jogar, gostei de quase tudo mas gostei especialmente de ter ganho aos quezilentos do costume, especialmente depois de os ter ameaçado que o faria. Lindo!

Finalmente uma breve nota para números especiais. Joguei Dixit já cinco vezes este ano e fiz em Junho a 10ª partida de Dominion.

Julho também já passou, eu sei. Tentarei falar sobre esse mês em breve.

 

Até lá!

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Vê lá tu....

A Idade da Indústria saiu tão em cima do joelho que até tu ganhas ao quezilentos do costume (no Brass diga-se).

Acho que até a minha Avó (que só percebe de bordados e nada de boardgames, conseguia sair-se bem a jogar a Idade da Indústria, tal é a forma que o jogo te conduz, e provavelmente ainda ía ter que ir ao Tie-breake marado para desempatar com os restantes jogadores.

Já dos restantes jogos, o Terra Prime merece outra joga e o Rise of Empires, se fosse mais curtinho também marchava, pois acho que mastiga um bocadito lá para meio do jogo. Mas não deixa de ser um design interessante para um Civ game.

Quanto a andares a jogar Dominium, nem digo nada, tal é a desculpa esfarrapada que dás.

O Homesteaders é engraçadinho, acho que se devia chamar Trocas e Baldrocas. Lá para o fim do jogo já queria trocar uma Vaca por uma PSP, mas depois lembrei-me que não tinha uma trade chip, eheheh.

Herrar é umano.

...

LaughingLaughingLaughingLaughingLaughingLaughing

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