jogos de palavras

Retrato de Rick Danger

As ocasiões em que mais vezes encontro referências a RPGs na televisão ou em revistas/jornais é através das suas adaptações para jogos de computador. Talvez o primeiro tenha sido D&D com a saga que se iniciou a partir de Baldur's Gate e agora já vai no segundo Neverwinter. Entretanto, todos devemos conhecer a versão de Vampire para PC e talvez a sua menos bem conseguida sequela. O próprio Call of Cthulhu já teve várias tentativas. Mais recentemente, foi o grande clássico Shadowrun que teve direito à sua versão digital para tiro-neles. Não quero falar no eventual mérito destas adaptações, mas sim na referência que os RPGs recebem por parte dos media a partir delas. Já repararam? Um exemplo:


PTGamers.com escreveu:
Antes de mais, Shadowrun é uma adaptação de um jogo de tabuleiro, que já anteriormente teve honras de ser passado a videojogo. Só que a FASA Interactive não está a criar um RPG, como seria de esperar, mas sim um jogo de acção, uma espécie de Counter-Strike com armas e magia. Será esta a melhor opção?

Eis como os media, não querendo perder tempo a explicar aos leitores o que é um tabletop RPG, diz-lhes antes que é um jogo de tabuleiro - algo muito mais reconhecível por toda a gente - e segue explicando como se os RPGs fossem apenas uma categoria dos jogos de computador (no máximo, será uma categoria dos jogos de tabuleiro).

Esta denominação sucede-se em sites, revistas, programas de televisão, etc. e eu pergunto-me se, em vez de me indignar com estas imprecisões, não deverei talvez reconhecer que toda esta malta se calhar tem razão. O que é que eles poderiam dizer? "Antes de mais, Shadowrun é uma adaptação de um RPG" só ia dar confusão, mas dizer "de um tabletop RPG" também não ajuda - teriam que dedicar um artigo inteiro a explicar o que é e, mesmo assim, ninguém percebia. Traduções para português como "jogo de interpretação de personagens" parece-me ainda mais esotérico. Dizer o quê, então? Vistas bem as coisas, se calhar "jogos de tabuleiro" (ou boardgames se quiserem) acaba por ser a melhor opção em termos de comunicação.

Assim sendo, numa altura em que se discutem sucessivos nomes alternativos para os velhinhos RPGs - e que ainda nem sequer sabemos como lhes chamar em português - não seria de considerar aceitarmos esta sugestão e juntarmo-nos aos jogos de tabuleiro, aqueles que basta dizer "jogos de tabuleiro" e toda a gente sabe o que é?

Havendo tantos e tão diversos títulos entre os boardgames, desde o Trivial Pursuit ao Carcassone, passando por Advanced Civilization e Polarity - havendo ainda espaço para jogos que são quase-RPGs como o recém traduzido Lobisomens d'Aldeia Velha, o Descent, o Arkham Horror ou o Fury of Dracula - certamente que há lugar para os incomunicáveis RPGs poderem ser reconhecidos pelas massas. É verdade que é só uma questão do nome que se dá ás coisas, mas isso ainda é uma grande questão.

Porque não chamarmos aos RPGs jogos de tabuleiro?

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Porque os RPGs não usam tabuleiros?

Porque os RPGs não usam tabuleiros?

A bem dizer, acho que a designação não é particularmente significativa. Aliás, se fores ver, os conhecedores também fazem a destrinça, dentro dos "boardgames", entre "boardgames", "cardgames", "colectible cardgames", "wargames" e até "dicegames", embora alguns, claramente dentro do género do arrogante pretensioso, chamam a tudo isto "social games" por serem jogos que fomentam a socialização e não a robustez e destreza física.

Na minha opinião, traduzir "tabletop games" por "jogos de tabuleiro" é até um erro, porque o mais correcto, semântica e pragmaticamente, é traduzir por "jogos de mesa", visto que todos eles são jogados em redor de uma mesa.

Mas eu percebo que a tua intenção seja tornar os RPGs mais acessíveis para o grande público, integrando-os num género lúdico mais familiar.
Na minha opinião, os RPGs podem fazer coisas mais úteis para se tornarem mais acessíveis: usarem sistemas de regras menos bizantinos e mais estruturados, settings mais familiares, menos ênfase na pancadaria, etc.

Porque é que o Lobisomem é uma espécie de RPG tão fácil de ensinar e que a maioria das pessoas aprecia? Porque tem um setting simples e intuitivo, as personagens têm tarefas muito simples e objectivos claros, as regras são simplíssimas, os jogadores não são obrigados a fingir que interpretam um papel, pode ser jogado em 30 minutos e o jogo assenta em conversa e intriga.

No fundo, são exactamente as mesmas características que distinguem os boardgames alemães (Settlers, Carcassonne, Citadels), dos boardgames americanos (Civilization, Dune, Advanced Squad Leader) e que fazem que seja muito mais fácil jogar os primeiros com amigos e familiares não jogadores do que os segundos.

Isso

Por essa lógica, Rick, tinhamos de lhes chamar "Jogos de Mesa"

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http://www.abreojogo.com/files/rpgenia.jpg

Eu Escrevi Um RPG Numa Semana!

Em termos de nomenclatura

Em termos de nomenclatura já os tenho ouvido referidos como "Jogos-das-Pessoas-que-não-Têm-Amigos", "Passatempo de Geeks" e "Achas-mesmo-que-ainda-tens-idade-para-jogar-isso?", um favorito dos meus pais. Sendo assim, até lhes podem chamar Jogos de Tábua, mas para mim serão sempre RPGs...

Olha, não te queixes. A

Olha, não te queixes. A minha mãe\familia em geral não faz ideia do que RPG é, nem para que idades devia ser. Geralmente ela tem a ideia que é algo que involve sessões espiritas e invocar criaturas do além.

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Eu Escrevi Um RPG Numa Semana!

É indiferente, no fundo...

Se reparares, Rick, a turba também não sabe o que são jogos de tabuleiro, para além de Risco e Monopólio... portanto chamar-lhes RPG ou jogos de tabuleiro é indiferente.

Se reparares bem aquilo a que se chama RPG em computador também não o é na maioria dos casos. Por exemplo o World of Warcraft, tido e mencionado nos media como RPG (incluindo até o termo na sigla MMORPG) não é um RPG... é um jogo de porrada em que os stats da tua "personagem" vão mudando, mas não há ali nada de role-play. Independentemente de seres tu ou outro jogador, a forma de ultrapassar os desafios é sempre a mesma... não há espaço ao improviso ou à adaptação... Tens equipa correcta com o nível correcto para passar o nível? Faz clique aqui, ali e acolá 500 vezes e já está! Não tens? Podes clicar onde quiseres que vais morrer à mesma...

Há algumas exepcções, o Baldur's Gate e o Neverwinter Nights são-no, embora as adaptações de RPG aos computadores sejam bem mais antigas que isso (é o que dá seres puto... eu lembro-me do Sword & Sorcery no Spectrum! Do Eye of the Beholder e do Hired Guns no Amiga, etc...) mas são muito poucos os casos em que a tua forma de resolver os problemas pode ser diferente da de outros jogadores e em que as características do teu personagem te obrigam a adaptar... normalmente é o jogo que muda por forma a ser possível ao teu personagem resolver as questões.

Assim, não te preocupes com o que a imprensa e a turba pensam... aqueles que puderem ser elucidados, elucida. Os outros, ignora.

Já agora, uma pequena menção ao post do Nietzsche... Quando me perguntam a mim se não sou velho demais para jogar seja o que for, tenho resposta standard: "Não deixamos de jogar por ficarmos velhos. Ficamos velhos por deixar de jogar".

Se derem luta depois disso, basta comparar friamente o que é jogar um jogo com amigos contra ver novelas ou futebol na televisão, hehehe...

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Gamer profile

O meu palpite é que o Rick

O meu palpite é que o Rick sabe estes argumentos todos de cor e salteado, mas está a tentar dar uma de Rui para animar o blog dele e ter muitos comentários, recorrendo para tal á provocação à descarada.

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Eu Escrevi Um RPG Numa Semana!

jogos de tabuleiro?

Por um lado, admiti desde já que não estará correcto colocar tabuleiros onde eles não existem e que todos nós sabemos muito bem o que a velha sigla "RPG" quer dizer. Por outro lado, dento dos chamados boardgames há já tamanha catrefadas de coisas com e sem tabuleiro, com e sem mesa, que acrescentar mais uma categoria à família até ficava bem.

A minha ideia é que, para nós pessoalmente, a nomenclatura faz pouca diferença, mas, para quem nunca ouviu falar disto, chamar-lhe "jogos de tabuleiro" (mesmo que só conheçam o Monopólio) vai bastante mais além do que o críptico e ambíguo "R-P-G".

E diz o fantabulástico Psy:

Eu costumo chamar-lhes "jogos de estratégia".

Porque em suma é o que são, e a partir daí dividem-se em várias subcategorias.

Estás a jogar D&D? Ok... precisas de estratégia para planear o ataque aos orcs... Estás a fazer role-play político-diplomático? Não deixas de necessitar de uma estratégia para "endrominar" o adversário.

CCG? Ui... aqui nem preciso demorar-me muito...

Basicamente é como os "Jogos Olímpicos"... é apenas uma nomenclatura que depois no seu interior engloba kánhêntas coisas.

É o que eu acho, na minha desonesta opinião...

 

"A minha pátria é a língua Portuguesa!" - F.P.

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"D&D" http://grou.ps/silverymoon

Psygnnosed escreveu: Eu

Psygnnosed escreveu:

Eu costumo chamar-lhes "jogos de estratégia".

Porque em suma é o que são, e a partir daí dividem-se em várias subcategorias.

É bonito, mas só deixa de fora - assim por alto - quase tudo nos meus últimos 10 anos de RPG ou mais. :P

Não há soluções perfeitas, mas essa claramente não é muito boa, eheh. ;)

Só que jogos de

Só que jogos de estratégia também é uma categoria de jogos de computador...

Sérgio

Palavras em jogo

Eu por acaso tenho algum interesse nesta discussão. Quando se alargou o âmbito do abreojogo para incluir também os jogos de tabuleiro, considerei arranjar uma descrição que fosse mais simples e concisa que "Comunidade Portuguesa de RPG e Jogos de Tabuleiro".

Também, e talvez até mais importante que isso, queria também algo que parasse a enchente de pessoal que vinha para aqui registar-se a pensar que isto era um site sobre RPGs de computador ou sobre o MMORPG 9 Dragons, ou lá como se chama, que graças a uns posts do Rick nos colocou nos motores de pesquisa. Como diz o Rick, para a maioria das pessoas do mundo RPG = CRPG (Computer RPG)... mas no fundo qualquer semelhança entre eles acaba por ser coincidência. (Noutro aparte, acho que isto mais que justifica que se arrange outro nome para o hobby, como sugeria o Dancey por razões diferentes... é que nunca vamos conseguir o recuperar o significado original, somos cada vez menos e eles cada vez mais.)

"Jogos de mesa" foi a melhor das hipóteses que me ocorreu (ou tentar especificar "RPG de mesa" para os tipos dos CRPGs nos deixarem paz). Mas obviamente nem a malta dos RPGs se revê nela, nem a malta dos Boardgames, e como isto é um site para eles (ou seja, nós) acaba por não ser boa o suficiente para o abreojogo.

Bom, só uma curiosidade.

Partida aparentemente ganha mas...

Eu já joguei em cima de uma cama e não deu jeito nenhum. Acho que se jogam à mesa por alguma razão! :D

Mas... os "jogos de mesa" incluem damas, cartas, roleta, etc. Parece muito abragente não é? Por mim vai dar ao mesmo que prontamente dou boas-vindas aos incuráveis do Peixinho e do Sebutteo! :P

"Se alguma vez sou coerente, é apenas como incoerência saída da incoerência." Fernando Pessoa

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Eu não chamaria tanto jogos

Eu não chamaria tanto jogos de tabuleiro porque nem todos usam um, sem bem que todos acabam por precisar de uma mesa. Antes os jogos de tabuleiros eram chamados "jogos de sociedade". Não sei porque este titulo agrada-me mais que todos os outros.


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Assino por baixo...

...também me revejo mais no termo "Jogos de sociedade".
Porque é o facto de implicarem a interacção social (o "estar em grupo", presencialmente - às vezes com muito "metagame" associado) que os distingue verdadeiramente, em particular quando comparamos com o jogar via PC (mesmo que multiplayer, online e com montes de "interacção").

Fiquem bem...
alfe

roleplay e boardgames

 Roleplay nunca deverá ser uma sub-categoria de jogos de tabuleiro. Os jogos de roleplay são descendentes dos jogos "pen&paper" e na teoria (e alguns formatos) não necessitam de qualquer tipo de apoio visual; já todo e qualquer jogo de tabuleiro necessita de "um tabuleiro!" (tcharan...).

 Roleplay pode ser muita coisa, desde aquilo que se faz no teatro até ao que se realiza na medicina e psicanálise com fins terapêuticos. Sugerir que jogos de roleplay são sub-géneros de boardgames está errado desde a concepção.

NMNTHO e em qualquer outra.

JB_Mael escreveu:

JB_Mael escreveu:
Roleplay nunca deverá ser uma sub-categoria de jogos de tabuleiro. Os jogos de roleplay são descendentes dos jogos "pen&paper" e na teoria (e alguns formatos) não necessitam de qualquer tipo de apoio visual; já todo e qualquer jogo de tabuleiro necessita de "um tabuleiro!" (tcharan...).

Bom, na verdade são descendentes directos dos jogos de guerra com miniaturas. Procura pela história de um jogo chamado "Chainmail". Ainda há muita bagagem que vem daí, eheh, como o fascínio pelo combate, atributos, skills e whatnot, ahah.

Mas sim, serem classificados como filhos de jogos de tabuleiro não está com nada, eheh.

falava do conceito e não do comercial

 Quando digo que nunca se deveria classificar os jogos de roleplay como descendentes ou sub-géneros dos jogos de tabuleiro, refiro-me aos conceitos teóricos dos jogos e a forma como se desenrolam e não da sequência em que foram surgindo comercialmente.

Pen&Paper

Nunca houve uma categoria de jogos «Pen & Paper». Essa expressão surgiu a partir do momento em que se disseminaram os rpg para computador, para distinguir os anteriores rpg destes.

Sérgio

jogos de

Acho que a minha intenção não era questionar qual é a vossa designação favorita para RPGs e jogos de tabuleiro nem discutir qual é aquela que faz mais sentido. Estou a referir-me ao nome que 99% da população irá dar ao que nós jogamos, um nome que já foi decidido pelos media. A questão é se aproveitamos essa designação ou se a contestamos dando-lhes outra que eles possam usar.

Citação:
Antes de mais, Shadowrun é uma adaptação de...

...um jogo de mesa?
...um jogo de estratégia?
...um jogo de sociedade?
...um jogo de tabuleiro?

votação

Jogo de mesa parece-me demasiado abrangente, e as pessoas podem ficar com a ideia errada. Á mesa também se joga sueca, e isso não tem mesmo nada a ver.

Jogo de estratégia não seria mal, até porque tem de se ter um pensamento estratégico para o jogar, mas será demasiado redutor porque deixa de lado a componente roleplay do jogo. A considerar.

Jogo de sociedade é parecido com jogo de tabuleiro, mas abrange mais coisas como o Werewolf ou a Mafia. O meu voto vai neste se bem que não é bem o necessário.

Jogo de tabuleiro não me parece. Não se joga em tabuleiro, se bem que para um leigo que o veja a ser jogado com dados em cima de uma mesa possa parecer que sim. E jogos de tabuleiro também não têm a componente roleplay do jogo.

E que tal abrires uma votação com este assunto? Pode ser que consigas mudar a comunidade um bocadinho já que na minha óptica é um assunto importante.


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tabuleiro não necessariamente

The_Watcher escreveu:
Jogo de tabuleiro não me parece. Não se joga em tabuleiro, se bem que para um leigo que o veja a ser jogado com dados em cima de uma mesa possa parecer que sim.

Além disso, muitos dos chamados jogos de tabuleiro não usam necessariamente tabuleiros, ou seja, bases de cartão desdobrável.

Citação:
E jogos de tabuleiro também não têm a componente roleplay do jogo.

Vários jogos de tabuleiro têem uma componente bastante próxima do roleplay, quer seja no uso de personagens, quer na possível interacção entre os jogadores.

Citação:
E que tal abrires uma votação com este assunto?

Queria ver se recolhia mais algumas ideias primeiro. Não estou a dizer que devemos já mudar o título do site :)

Quando eu comecei...

...toda a gente lhes chamava jogos de personagem e ninguém parecia chatear-se com isso.

--~~--

Não te metas comigo, camarada; tenho n avisos à navegação, alguns deles em público, e não tenho medo de os usar.

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogador

no meu tempo!

As primeiras figuras de fantasia de 25mm que comprei eram destinadas a jogar Roleplay!

e sempre vi o roleplay como um wargame mas com menos restricções de regras!

Penso que de qualquer forma o roleplay é uma forma de jogar mais livre que qualquer jogo de simulação, onde é que a linha pode ser traçada? já é mais dificil de descrever....

 

___________________________

Yaaaa Phtagnn!!

Tanta conversa acerca de

Tanta conversa acerca de "tabuleiros", "sociedade", etcs... São apenas uma perda de tempo, no meu entender. Muito francamente, qualquer uma dessas é paupérrima e enganadora. TODAS as referidas até agora. Excepto, talvez, a "jogos de personagens"; mas essa peca por ser demasiado abstracta e nada elucidativa.

Os RPGs são "Os jogos de roleplay". A única necessidade é uma tradução para a palavra "roleplay", que seja suficientemente clara e ao mesmo tempo rica em significados.

 

"Jogos de Simulação" seria uma possibilidade, mas caíria exactamente no mesmo erro da "Jogos de personagens". 

Nesta matéria, temos é de ir à base do conceito e a partir daí escolher ou inventar a tradução correcta, e não fazer uso de outros conceitos e designações que tão áridamente ilustram o que são jogos de roleplay

Isto está na wiki:

“In roleplaying, participants adopt and act out the role of characters, or parts, that may have personalities, motivations, and backgrounds different from their own. Roleplaying is like being in an improvisational drama or free-form theatre, in which the participants are the actors who are playing parts, and the audience.

People use the phrase “role-playing” in at least three distinct ways:

Então, alguém consegue encontrar uma tradução minimamente directa? Se sim, fiquemo-nos por aí.

E quanto ao que a comunicação social já "escolheu" usar, isso não interessa para nada. Se há coisa que é inconstante e mutável é precisamente o que se vê na comunicação social. Basta que ajude as audiências, eles dizem o que for preciso. :P

Se não se arranjar tradução para português como deve ser, que fique "Jogos de Roleplay". Já usamos tantos estrangeirismos, muitas das vezes sem necessidade, porque não mais um se se vir que qualquer outra tradução é pior?

a sabedoria das massas

JB_Mael escreveu:
E quanto ao que a comunicação social já "escolheu" usar, isso não interessa para nada. Se há coisa que é inconstante e mutável é precisamente o que se vê na comunicação social. Basta que ajude as audiências, eles dizem o que for preciso.

Sim, mas também é um bocado a razão de ser deste tópico. Certamente que todos nós gostariamos de ver mais a gente a jogar, pelo que as "audiências" não são uma coisa necessariamente má.
Além disso, o facto da comunicação social ter escolhido "jogo de tabuleiro" tem a sua razão de ser e não tem nada a ver com passar num exame de etimologia ou reunir o consenso de quem joga. Eu também acho que é uma designação errada, mas não deixa de ser provavelmente aquela que mais directamente comunica ao público em geral um significado próximo do que são os RPGs.

roleplay

Roleplaying traduzido à letra é interpretação de papéis. Logicamente seriam "Jogos de Interpretação". Não desgosto desta definição, mas parece-me algo saído dum grupo de teatro, e ainda não está bem no ponto. De qualquer das maneiras parece-me uma das melhores até agora.

A necessidade da tradução vem do facto de ser um hobby já de si elitista que tenta chegar a mais gente. E com um nome em inglês isso torna-se mais difícil, por isso para ser mais abrangente, é boa ideia passar certas definições para português. Melhor ideia ainda era haver RPGs em português, mas como a economia do país está, é cada vez mais difícil fazer isso.


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Ideias...

Bem "play a role" tanto pode ser "intepretar um papel" ou "desempenhar um papel" (como disse o smascrns noutro post). Para a minha definição pessoal do que é Roleplay faz-me mais sentido esta segunda tradução apesar de Jogo de Desempenho de Papéis soar mal. Só Jogos de Papéis é estranho e enganador. Jogos de Personagem parece-me bem, considerando que a personagem pode ser qualquer humana ou não numa história e que cada personagem numa história desempenha sempre um papel específico quanto à narrativa, especialmente os protagonistas (as personagens dos jogadores no caso da maioria destes jogos)

"Se alguma vez sou coerente, é apenas como incoerência saída da incoerência." Fernando Pessoa

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os jogos de roleplay são apenas um wargame???

Epá, os milhentos jogos de roleplay não são "apenas um wargame mas com menos regras".

...

 

What the fuck SHARON?!?! (lol?)

interpretação errada!

O que escrevi foi que:

"sempre vi o roleplay como um wargame mas com menos restricções de regras!" 

isso não quer dizer com menos regras!

para que se perceba bem dou-te um exemplo, até com um boardgame para que não restem duvidas!

Num jogo de risco, não podes de um momento para o outro transformar as tropas que tens numa armada para conseguir ir dar porrada ao tipo que está na retranca a defender a oceania! isto porque as regras têm limitações no que podes fazer, mesmo que o que queiras fazer seja perfeitamente lógico!

Se o risco fosse um RPG o jogador apresentaria esta hipotese ao GM que poderia ou não concordar com ela! 

este é uma grande diferença entre os boardgames/wargames/jogos de simulação e os RPGs, que é: nos RPGs não há tantas restrições no que te é possivel fazer!

não quer dizer que não haja wargames com muita liberdade de acção , ou RPGs mais restritos! 

 

está explicado ou tenho que fazer um diagrama? 

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Yaaaa Phtagnn!!

completamente ao lado

 Rick,

 Audiências são óptimas, granted. Que o público em geral tem maior facilidade em perceber o que  é um jogo de tabuleiro e com ele se sentir à vontade (relembrar que, para os mentecaptos, usualmente não se gosta do que se desconhece), granted. Agora que "jogos de tabuleiro" comunicam o sentido do jogo de roleplay, aí é que discordo. Tenho de discordar. Jogo de tabuleiro remete o imaginário da população portuguesa para o Monopólio, Glória e Risco (e pictionary, God save us!). 

 Se me disseres que apelidar rotundamente "jogos de tabuleiro" os jogos de roleplay é BOM PARA AS VENDAS. Aí sim, aí tenho de concordar. Mas não é por comunicar ao público o que são os jogos de roleplay, é precisamente pelo contrário; é dar a entender ao público que esses jogos são apenas uma versão algo modificada daquilo que já conhecem e que portanto não lhes vai custar muito a perceber como se joga e que será rapidamente uma fonte de diversão e lazer. Assim sim. Agora não "comunicam o que é um jogo de roleplay". Vá lá, não confundas marketing e propaganda mercantil com o resto. ;) 

 Seja como for, se for necessária essa "verdade modelada" para conseguir uma maior implantação dos jogos de roleplay em Portugal, força! Quando o pessoal estiver viciado já será tarde demais... Muahaha. :P

 

 Watcher: Gostei da tua ideia "Jogos de Interpretação", mas como diriam alguns outros membros do fórum, os jogos de roleplay não passam apenas pela interpretação (infelizmente MUITA GENTE nem sequer é capaz de interpretar, mas isso são outras conversas). Portanto essa definição não me parece que ganhe o primeiro prémio, so to speak...

 Quanto a jogos de roleplay em português, julgo que é apenas uma questão de tempo. Já há vários amadores feitos, outros em fase de construção. Tal como com a literatura de "fantasia", só é necessário que uma editora ou algo do género decida apostar nisso. O mercado está numa altura favorável a isso desde os filmes do LOTR; e o que vende, é patrocinado.

 Mariano: "Jogo de desempenho de papeis" soa a algo que estaria escrito em rolos de papel higiénico da Lindor. Ninguém olharia duas vezes. Aliás, se calhar nem uma inteira. :P

Eu concordo contigo que até agora o nome com melhor relação  sonoridade-expressividade é o "Jogos de Personagens". (e atenção que sou completamente imparcial nisto, visto que até foi o Rui que avançou com esse nome. Portanto, nada me levaria a querer dizer bem disso! lol...).

 

Quanto ao MeninoBesta:

Pá, lol, nem sei como te dizer isto, mas "foi mesmo ao lado"!

 A minha estupefacção não foi relativa ao "menos regras", mas sim ao "apenas mais um wargame". Quero lá saber que quantidade de regras tem este ou aquele jogo. O que me chocou foi definir "jogos de ROLEPLAY" como "apenas mais um WARGAME".

Roleplay e Wargaming, na minha cabeça, não são um sinónimo. Muito menos inventariar o roleplay como UM DOS wargames. Se ainda fosse dito que há muitos jogos de roleplay em que há wargaming, ainda poderia concordar. Agora o oposto é... Enfim, é melhor nem adjectivar.

Deixa lá os diagramas, vivemos em mundos diferentes. lol. Fica tu na tua, e eu na minha, um consenso neste caso parece-me um caso perdido.

JB_Mael escreveu: Quanto

JB_Mael escreveu:
Quanto ao MeninoBesta:

Pá, lol, nem sei como te dizer isto, mas "foi mesmo ao lado"!

 A minha estupefacção não foi relativa ao "menos regras", mas sim ao "apenas mais um wargame". Quero lá saber que quantidade de regras tem este ou aquele jogo. O que me chocou foi definir "jogos de ROLEPLAY" como "apenas mais um WARGAME".

Roleplay e Wargaming, na minha cabeça, não são um sinónimo. Muito menos inventariar o roleplay como UM DOS wargames. Se ainda fosse dito que há muitos jogos de roleplay em que há wargaming, ainda poderia concordar. Agora o oposto é... Enfim, é melhor nem adjectivar.

Deixa lá os diagramas, vivemos em mundos diferentes. lol. Fica tu na tua, e eu na minha, um consenso neste caso parece-me um caso perdido.

Segundo percebo, num wargame há limites para aquilo que um jogador pode fazer, como ditados pelas regras, e não podes fugir a isso; num rpg, os limites passam por aquilo que o GM deixa fazer, e podes sempre tentar arranjar justificações para um dado comportamento do teu personagem. 

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Não te metas comigo, camarada; tenho n avisos à navegação, alguns deles em público, e não tenho medo de os usar.

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Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogador

renovadamente ao lado...

JB_Mael escreveu:

A minha estupefacção não foi relativa ao "menos regras", mas sim ao "apenas mais um wargame". Quero lá saber que quantidade de regras tem este ou aquele jogo. O que me chocou foi definir "jogos de ROLEPLAY" como "apenas mais um WARGAME".

Roleplay e Wargaming, na minha cabeça, não são um sinónimo. Muito menos inventariar o roleplay como UM DOS wargames. Se ainda fosse dito que há muitos jogos de roleplay em que há wargaming, ainda poderia concordar. Agora o oposto é... Enfim, é melhor nem adjectivar.

Pronto, basta ler isso para perceber qual a confusão. Que enquanto um argumentava acerca de regras e limitações, outra pessoa contestava chamar ao roleplay "wargame". 

Após eu ter dito, e volto a citar, "Quero lá saber que quantidade de regras tem este ou aquele jogo. O que me chocou foi definir "jogos de ROLEPLAY" como "apenas mais um WARGAME"."; não é possivel que alguém (mesmo tu) não perceba que voltar a falar de regras e limitações não faz sentido.

A discussão "um RPG também tem regras como um wargame" que queres ter até pode ter algum interesse, mas simplesmente não tem nada a ver com o que se passou. Para além disso é uma discussão que não faz parte do assunto deste thread; se a queres ter cria um outro, pois assim estás a desvirtuar o objectivo inicial do que o Rick quis propôr.  

JB_Mael escreveu:

JB_Mael escreveu:

A minha estupefacção não foi relativa ao "menos regras", mas sim ao "apenas mais um wargame". Quero lá saber que quantidade de regras tem este ou aquele jogo. O que me chocou foi definir "jogos de ROLEPLAY" como "apenas mais um WARGAME".

Sim, tudo certo, mas há que ir com calma, não é? O PJ/meninobesta estava, como um áparte à sua ideia de "jogos de simulação", a exprimir a sua visão pessoal - acho que a expressão "(eu) sempre vi" é clara - que não é nem mais nem menos idiota/brilhante que a tua ou a de outra pessoa... e como viste, no caso de certos jogos, muito boa gente até vai à bola com ela, além de que por mais que queiras ignorar é um facto que é daí que nasceu o hobby (se olhares para a tua mesa de jogo de certeza que verás as semelhanças com a mesa de jogo habitual do PJ, eheh).

O homem já jogou RPGs, sabe o que são, não é alguém que não sabe do que fala. Além de que estás a colocar palavras na boa dele para o atacar: "os rpgs são apenas wargames assim ou assado"; aquele "apenas" (que é o que te choca e indigna tanto) só existe na tua cabeça, porque não está nas palavras do PJ. Respira fundo, eheh! :)

o regresso dos kits

JB_Mael escreveu:
Se me disseres que apelidar rotundamente "jogos de tabuleiro" os jogos de roleplay é BOM PARA AS VENDAS. Aí sim, aí tenho de concordar. Mas não é por comunicar ao público o que são os jogos de roleplay, é precisamente pelo contrário; é dar a entender ao público que esses jogos são apenas uma versão algo modificada daquilo que já conhecem e que portanto não lhes vai custar muito a perceber como se joga e que será rapidamente uma fonte de diversão e lazer. Assim sim. Agora não "comunicam o que é um jogo de roleplay". Vá lá, não confundas marketing e propaganda mercantil com o resto. ;)

De acordo, mas a comunicação também é boa para vender e, nesta sociedade capitalista, só existe aquilo que tiver preço :)

Por outro lado - e esta é a segunda parte da minha ligeira provocação - também acho que os RPGs só têem a ganhar em incorporarem elementos dos jogos de tabuleiro (algo que já aconteceu na década de 80). Acho que seria bom haver um regresso aos mapas e aos dados, mas também - porque não? - usar umas belas cartas, miniaturas, tabuleiros, marcadores, contadores, etc. para tornar o jogo mais visualmente apelativo e fácil de aprender. Não vos parece que vender só calhamaços a4 é um bocado elitista?

concordo inteiramente!

Concordo inteiramente! No entanto, se calhar estás desactualizado... Porque todos os meses saem miniaturas, mapas e quejandos. :o)

Eu uso um battlemat de 1.5 por 1 metros, miniaturas, mapas, banda sonora e por vezes outros "artefactos visuais" nas minhas sessões. Aliás, vais poder constatar isso quando eu começar a completar os relatos das sessões daquele meu projecto que publicitei cá no fórum. :p

Os complementos visuais e "físicos" são algo fundamental para tornar os jogos de roleplay algo mais empolgante. Eu DELIRO quando tenho acesso a um mapa, ou a um documento secreto que me é entregue nas mãos pelo DM (infelizmente, tirando eu e poucos mais raros DMs, ninguém se dá ao trabalho hoje em dia... snif, snif). (se houver manisfestem-se! Par toutatis!) :p

 

ps- rick, falaste em mapas e miniaturas e etc e fiquei com vontade de colocar já as fotos das sessões feitas no mês que se passou. não gosto de pôr a carroça à frente dos bois, portanto espera pelos actual play reports que devem surgir dentro em breve! ;)

Ripley's believe it or not

(negritos meus) 

JB_Mael escreveu:
Roleplay nunca deverá ser uma sub-categoria de jogos de tabuleiro. Os jogos de roleplay são descendentes dos jogos "pen&paper" e na teoria (e alguns formatos) não necessitam de qualquer tipo de apoio visual; já todo e qualquer jogo de tabuleiro necessita de "um tabuleiro!" (tcharan...).

 Roleplay pode ser muita coisa, desde aquilo que se faz no teatro até ao que se realiza na medicina e psicanálise com fins terapêuticos. Sugerir que jogos de roleplay são sub-géneros de boardgames está errado desde a concepção.

JB_Mael escreveu:
(...)Eu uso um battlemat de 1.5 por 1 metros, miniaturas, mapas, banda sonora e por vezes outros "artefactos visuais" nas minhas sessões.(...)

--~~--

Não te metas comigo, camarada; tenho n avisos à navegação, alguns deles em público, e não tenho medo de os usar.

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogador

ROTFLMAO

LINDO!!!!

Manuel Pombeiro
a.k.a.Firepigeon
LUDO ERGO SUM

Últimas jogatinas:

Negating the unforeseeable is utterly unrealistic, and scrambling to deal with problems is indeed a game skill.

"Os complementos visuais e

"Os complementos visuais e "físicos" são algo fundamental para tornar os jogos de roleplay algo mais empolgante"

Em termos de linguagem de gestão de marketing isto chama-se evidência física (physical evidence). É um termo que se aplica nos serviços imateriais como a banca, os seguros, etc. Nestes serviços o que se vende é uma ideia, um conceito. Ora é bastante mais difícil vender uma ideia do que um objecto físico, palpável, visível. Então acrescenta-se à ideia algo de físico (um cartão, por exemplo) o que facilita a venda da ideia. O mesmo sucede nos rpg com as miniaturas e outros materiais. Como é evidente, nem toda a gente precisa de evidência física e há mesmo quem não goste mesmo nada desta.

 Sérgio

Sérgio

contradições forçadas... infantilidades desnecessárias.

Usar ou não usar extras físicos para complementar sessões de jogos de roleplay não indica, de forma alguma, que o jogo de roleplay em si descenda dos extras.

Pode jogar-se roleplay sem recorrer a nenhum tipo de apoio físico... Isto é uma verdade factual e não é contradito pelo facto de se PODER usar complementos físicos. Já um boardgame, e estou aberto a correcções visto não ser especialista nessa área, não pode ser jogado sem os apoios físicos. Se calhar não vêem a diferença, mas é enorme. Aliás, se ambos são roleplayers e/ou boardgamers experientes, Rui e FirePigeon, não percebo como podem não ver isto. :S

Enfim, Rui, fica o aspecto de que a tua sofreguidão em encontrar contradições nas minhas palavras é tão grande que acabas por fazer um show-off de negritos, cujo fundamento teórico é débil. Se queres que te diga, parece-me uma atitude infantil. É pena que não decidas usar sempre a inteligência que por vezes aparentas ter, nalguns dos teus posts.

Acho bastante incorrecto, mas pronto, se inventar contradições forçadas de forma intelectualmente débil é algo que te agrada, presumo que estejas no teu direito... Eu não alinho nessa onda, diverte-te sozinho.

Não sei leram, Rui e FirePigeon, o post do sérgio, e passo a citar:

"O mesmo sucede nos rpg com as miniaturas e outros materiais. Como é
evidente, nem toda a gente precisa de evidência física e há mesmo quem
não goste mesmo nada desta."

Enfim, mais do mesmo... É evidente que não são necessárias evidências físicas para se jogar roleplay. Mais uma opinião, por um outro user, que demonstra que não há contradição entre "um jogo de roleplay poder usar evidências físicas" e "um jogo de roleplay não ser descendente de boardgames". 

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E agora, tentando voltar ao assunto do thread e tentando sair da provocação que o Rui fez questão de colocar:

Sérgio, falaste em pessoas que não gostam de apoios visuais ou de outra forma físicos, como complemento de sessões de roleplay. Podias dar-me alguns exemplos? É que até agora, a maioria das pessoas que conheço que jogam roleplay gostam dos tais apoios físicos. Não de todos talvez, mas sempre de alguns. Estou curioso em relação a isto. :)

E já agora,  citando-me "

 "Os complementos visuais e "físicos" são algo fundamental para tornar os jogos de roleplay algo mais empolgante".

Acredito nisto, que dão muito jeito para tornar o roleplay mais empolgante. No entanto, não são condição indispensável para se jogar roleplay, nunca disse isso (basta reler os meus posts). No entanto, repito que gostaria de saber de exemplos de extras físicos que são mal vistos pelos roleplayers. É algo que nunca vi acontecer. Um roleplay não gostar de ter um mapa, miniaturas, banda sonora, etc... (Claro que a questão dos gostos em relação à escolha dos mapas, miniaturas e músicas é outra coisa. Mas refiro-me ao conceito do extra, não a hipotéticas situações.)

Que os extras visuais são algo utilizado por forma a tornar mais facilmente vendável o conceito dos jogos de roleplay, concordo em absoluto... Aliás, vai de encontro às coisas que eu e o Rick estivemos a dizer ali em cima.

regime livre

em primeiro lugar agradeço ao Ricardo e ao Rui por me ajudarem a esclarecer o meu ponto de vista!

Segundo, se se estava a discutir acerca da origem dos roleplays tal como os conhecemos, há que ver isto em dois periodos tal como em qulquer sistema físico:

regime livre - sempre que há uma alteração num sistema, há uma fase em que há um comportamento às vezes até irregular que faz o sistema tender para o regime forçado - posso comparar isto com uma fase evolutiva

regime forçado - depois de o regime livre estabilizar, o comportamento do sistema está finalmente caracterizado e as coisas rege-se por esta ordem! pode-se chamar o fim da evolução (o que não impede que não hajam mais evoluções ainda)

Se estamos à procura de uma origem temos que olhar para o regime livre, e não para o forçado, e perceber a evolução das coisas!

Provavelmente esta historia dos jogos de simulação pode ter começado pelo kriegspiel, e com o tempo ter evoluido para outros jogos de guerra, (não quer dizer que inconscientemente não se tenha feito roleplay a brincar ao aluno mal comportado e à professora marota, mas acho que neste caso o objectivo não é o mesmo do que estamos a falar)

Voltando aos jogos é mais que natural que tenha havido um grupo de jogadores que se tenha visto restringido pelas regras, ou pela escala (porque normalmente nos wargames nunca te vez assumido numa batalha, pensas que estás ao comando das tropas/recursos, mas raramente te imaginas lá em baixo na mesa a desviar das balas/setas/bolas de fogo), e decidiu criar uma versão menos restricta do jogo em que para garantir alguma "luta" tiveram que incluir um arbitro no jogo (como também acontece em n wargames, e era até normal no inicio destes, mas é um hábito que se tem vindo a perder nas ultimas decadas)

Digo isto também pois lembro-me da minha primeira sessão de call of cthullu em que participei à 18 anos atrás em que os outros jogadores já eram veteranos em roleplays (e antes disso em wargames) e mesmo em cthulu tinha-se o feeling de mapas e figuras de D&D, quando eu comecei nas minhas sessões de RPGs a situação era a mesma, vinha de um passado de jogos de guerra e queria certamente incluir essa faceta na sessão de RPG!

Claro que fiz n sessões de RPG apenas com papel e caneta e algumas caricas de cerveja para exemplificar algumas situações posicionais que muitas vezes eram dificeis de comunicar!

a minha comparação com os wargames vem desse primeiro periodo em que me iniciei com os rolepays e havia nitidamente esse feeling!

Hoje em dia o roleplay já definiu muito as suas fronteiras com os outros jogos e tem estilos e filosofias proprias de jogo e até os proprios jogadores quando iniciados nesta arte já recebem uma formatação psicologica para o jogo diferente do que acontecia à umas decadas atrás! 

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Yaaaa Phtagnn!!