Marvel Super Heroes Action Game

Retrato de Rui

Texto:

Saquem tudo (ou pelo menos o Player's Gude que tem os poderes, criação de persos, combate e XP) daqui - o melhor é que é legal. :-)

Comecem a pensar num background, mesmo que isso não inclua os poderes, podem fazer até ao momento em que os ganham, e tirem um tempinho para ler a secção da porrada, que vamos começar In Media Res, comme il faut. :-)

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Tentarei

Não posso confirmar se terei disponibilidade para ler isso tudo até domingo, mas vou tentar.

Só queria deixar umas perguntas para me ir orientando

1) Os PCs é suposto seguirem algum código de moral inviolável ou isto está aberto a algumas áreas cinzentas?

2) A crónica pretende ser leve em termos de carga emocional, ou podemos fazer PCs um bocado mais dark & gritty?

3) Existe algum tipo de organização/ponto de encontro para os super-heróis ou andamos todos à balda e conhecemo-nos por acaso? se for a segunda opção convem definirmos como é que isso foi acontecer.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

ora cá vão morangos

RedPissLegion escreveu:

1) Os PCs é suposto seguirem algum código de moral inviolável ou isto está aberto a algumas áreas cinzentas?

O sistema de XP está directamente relacionado com o quão heróico és. Isto deveria querer dizer alguma coisa. :-) 

RedPissLegion escreveu:

2) A crónica pretende ser leve em termos de carga emocional, ou podemos fazer PCs um bocado mais dark & gritty?

"Crónica" é a tia, ok, vampire-fan-boy?

Eu preferia que se fizesse algo mais levezinho, tipo Aranha com problemas emocionais, mas são vocês que decidem o que querem fazer.

RedPissLegion escreveu:

3) Existe algum tipo de organização/ponto de encontro para os super-heróis ou andamos todos à balda e conhecemo-nos por acaso? se for a segunda opção convem definirmos como é que isso foi acontecer.

Podemos falar sobre isso no Domingo.

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To crush your enemies, to see them driven before you, and to hear the lamentations of their women.
-Noddy, Lord of Darkness

A escrever: down*town, tech-noir rpg
Proto Agonístes um rpg de auto-descoberta, de um personagem e vários jogador

O Rui Anselmo tem que morrer!

Odeio-te! Quando estava entusiasmado com isso não mostraste interesse. E agora que não posso queres jogar! Arghh!

P.S.: "A tua tia é um cavalo!" 

"Se alguma vez sou coerente, é apenas como incoerência saída da incoerência." Fernando Pessoa

sopadorpg.wordpress.com - Um roleplayer entre Setúbal e Almeirim
Ludonautas Podcast - Viajando, sem nos movermos, pelos mundos do RPG

O_o

Tu também odeias toda a gente, é o que vale.

Edit: foi um jogo escolhido pelo Zé, Diogo e Tiago, eu não tive escolha na matéria. :-)

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Próximo domingo

Estamos com um horário apertado, mas em principio deve dar para cobrir todas as bases.

Das 15h às 18h, tops.

Se possível, levem folhas de perso. :-)

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Geração de Personagem

Para demonstrar o sistema de geração, decidi fazer um personagem, usando o site www.random.org como gerado de números aleatórios.

A primeira coisa a fazer é gerar uma origem. Rolei 06, portanto a minha origem é Altered Human (as outras origens são Mutant, High-Tech, Robot e Alien). Posso aumentar uma das minhas características por um rank depois de todas estarem roladas.

A seguir vou rolar características, usando a tabela 1; como sou Altered Human, já sei que o máximo que posso tirar é um Amazing (lembram-se do Amazing Spider-Man?).

Rolo, e tiro:

Fighting: 35 - Good
Agility: 85 - Incredible
Strength: 87 - Incredible
Endurance: 86 - Incredible
Reason: 32 - Good
Intuition: 69 - Remarkable
Psyche: 44 - Excelent

Estes são valores muito altos, mas afianço-vos que são totalmente honestos!

Decido aumentar um dos valores físicos para ter mais pontos de vida, e aumento a Strength para Amazing. Os meus valores finais para os atributos primários são:

Fighting: 8 - Good
Agility: 36 - Incredible
Strength: 46 - Amazing
Endurance: 36 - Incredible
Reason: 8 - Good
Intuition: 26 - Remarkable
Psyche: 16 - Excelent

Agora vou determinar os meus atributos secundários:

Health é igual à soma de FASE, neste caso 126, Karma é igual à soma de RIP, neste caso 50. Os Resources começam a Typical e são depois alterados com um lançamento na tabela. Com um 66, os meus Resourses aumentam por um rank para Good. Finalmente a minha Popularity; todos começam com 10, eu decido usar uma identidade secreta e divido a Popularity entre o herói e o Regular Joe, por 5/5

Os valores finais são:

Health: 126
Karma: 50
Resources: Good
Popularity: 5/5

A seguir vêm as Special Abilities: Poderes, Talentos e Contactos.

Rolando nas tabelas (36, 46, e 15), vejo que tenho 3 poderes (maximo 4), 2 Talentos (maximo 5) e 0 contactos (maximo 4). Posso aumentar qualquer um destes números até ao seu máximo gastando Resources.

Assim, vou rolar para os meus 4 poderes: 1, 33, 82, 98, o que me permite escolher poderes nas tabelas de Resistances, Energy Control, Body Alteration: Offensive e Defensive.

Escolhendo os poderes, fico com:

Resistances: Resistance to Magical Attacks
Energy Control: Dark Energy Control
BAO: Extra Attacks
BAD: Body Armor

E agora rolar os ranks para os poderes: 36, 66, 65, 56, o que me dá:

Good (8) Resistance to Magical Attacks
Remarkable (26) Dark Energy Control
Remarkable (26) Extra Attacks
Remarkable (26) Body Armor

A Dark Energy manifesta-se como tentáculos que rolam sempre à volta do herói, dando-lhe os ataques extra; a sua armadura é a sua pele, que fica naturalmente mais rija.

Vou agora rolar para os Talentos: 55 e 20, o que me permite escolher nas listas de Professional e Fighting Skills.

Para Professional escolho Criminology (o que me dá um Contacto), e para Fighting escolho Martial Arts B (o que me dá +1CS ao meu Fighting para Unarmed Attacks, o que é sempre positivo).

Como não tenho contactos, não rolo nem escolho nada aqui, mas a skill de Criminology dá-me um contacto no mundo do crime.

Assim temos o Jeremiah D. Monn, um investigador privado que se viu envolvido com um cliente que era, literalmente, do outro mundo. A experiência transformou-o mais do que pretendia, e agora combate o crime como o Demon, um vingador das ruas mais escuras de Nova Iorque.

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Muito bem. "I want Rustlers,

Muito bem.

"I want Rustlers, Cutthroats, Murderers, Bounty Hunters, desperados, mugs, pugs, thugs, nitwits, halfwits, dimwits, vipers, snipers, con men, indian agents, mexican bandits, muggers, buggerers, bushwackers, hornswaglers, horse thiefs, bull dykes, train robbers, bank robbers, ass kickers, shitkickers and METHODISTS!"

Sans la liberté de blâmer, il n'est point d'éloge flatteur - Beaumarchais

I don't believe in the concept of "One True Game" - Steve Kenson, Icons

MSHAG: Karma e Eu

Camaradas, não se esqueçam, durante a semana, façam uma listinha gira do que vocês querem para os vossos persos; lembrem-se que podem ganhar Karma por aparecer em público, ajudar pessoas, ir a festas, honrar compromissos, etc etc etc.

Giro, que em 1986 já se dava aos jogadores a possibilidade de escolher como ganhar os seus XP, pergunto-me porque raio isso caiu em desuso!

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Kharma e vocês

Bom, camaradas, como não me enviaram nada, ou não tiveram tempo ou não tiveram vontade, amanhã vou fazer o belo do slug-fest, pra introduzir o pessoal. :-)

Às 15h lá estaremos.

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Neste domingo...

... a pedido do Zé, joga-se Arkham Horror?

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Não é bem a minha copa de

Não é bem a minha copa de chá.

Assim sendo vou aproveitar o Domingo para fazer um trabalho para a faculdade ou qualquer coisa igualmente horrível para segunda opção hehe.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

Fim do grupo?

Olá pessoal.

É com alguma tristeza que proponho isto, mas acho que o nosso grupo de encontro aos domingos devia acabar.

Em conversas várias com o Zé, ele sempre foi bem explicíto que, na sua opinião, o que ele queria era diferente daquilo que eu e o Diogo queremos.

O que o Zé quer, segundo percebo das conversas que mantenho com ele, é imersão e play-acting, que é o que não existe no grupo, tirando o caso do Tiago.

Eu mantenho que não é preciso haver imersão ou play-acting para que o rpg seja divertido (pode não haver jeito, vontade, ou disponibilidade para isso, por ex).

Notem que escrevo isto sem qualquer malicia ou rancor, eu gosto do Zé e tenho-o como grande amigo, a quem apoio e ajudo sempre que me pede; mas neste caso, como o Zé acha que temos visões divergente, parece-me que o melhor é mesmo a separação.

Lanço por isso esta sugestão: acabamos o grupo, mas encontramo-nos de vez em quando para um café e 2 dedos de conversa.

Que me dizem?

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Preferia que não

É com pena que leio isto, mas assim seja.

De qualquer maneira, mantemos o grupo com os sobreviventes (eu, Rui e Tiago) e tentamos arranjar mais pessoas para continuar a jogar MSHAG?

Eu gostei do jogo e gostava de continuar a jogar e experimentá-lo, também não vejo problemas em passarmos a jogar na Runadrake (ou noutro sítio caso se arranje).

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Atenção, que nas

Atenção, que nas conversas que tive com o Rui nunca disse que NÃO me estava a divertir - divertia-me a companhia, as piadas, mas o jogo para mim já pouco tem de RPG. Eu jogo assim convosco com prazer, notem. Eu divirto-me é exponencialmente mais com a parte do ser outra pessoa e sentir-me noutro lado, e colaborar-mos todos nesse sentido. No fundo, foi sempre esse sentimento que me levou ao RPG e que me fez continuar a praticá-lo. O modo boardgame de jogar, sinceramente, não me atrai, a não ser nos boardgames.

Mas antes de decidirmos o que vamos fazer, gostava que falássemos mais sobre este assunto.

 Como o Rui, indico aqui não haver qualquer malícia nem rancor. Apenas pontos de vista diferentes sobre como abordar o hobby, e o que fazer em relação a isso.

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Então falemos

Como disseram os Pink Floyd "tudo o que é preciso fazer é continuar a falar" hehe. 

Pelos vistos temos diferentes maneira de nos divirtirmos durante as sessões, o que só se torna mau quando uma maneira impede ou penaliza a outra que parece ser o caso.

Por isso, antes de continuar, vou tentar explicar mais ou menos o que tem sido nos últimos tempos a minha maneira de jogar: quando um GM apresenta um desafio (vamos usar o exemplo do Tio mafioso) a minha primeira reacção é comunicar-lhe directamente (como jogador) qual é a minha intenção para o resolver, neste caso foi dizer ao Rui que queria propor uma sugestão alternativa ao meu Tio relativamente ao pagamento da dívida. Depois de establecida essa comunicação e encontrar a maneira que o sistema tem para resolver essa solução e aplicá-la e interpretar as consequências através do PC até chegarmos ao conflito seguinte e repetir o processo.

É um facto que através deste método joga-se tanto fora do personagem como dentro dele, uma vez que se corta um bocado nas cenas que não sejam directamente um conflicto e normalmente só jogo essas cenas IC se houver algo realmente importante que queria dizer nessa altura específica com o personagem. 

Não tenho a certeza se é a isto que chamas "o modo boardgame" de jogar, por isso gostava que me falasses um bocado mais sobre isso, para estarmos todos a falhar dos mesmos alhos, mais especificamente gostava que me dissessses o que é que não gostas ou que é que choca com o teu modo de jogar.

Já agora, era fixe que também os outros fizessem o mesmo (até o Rui, o GM também roleplaya hehe) para percebermos onde é que são os nossos pontos de contacto e de discordância.

Nota final: Acho que já todos percebemos que não existe malícia ou rancor subjacente a esta conversa, por isso acho que podemos passar à frente a menção dessa ressalva hehe.

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Um pouco de história, e alguns exemplos

Julgo que posso melhor responder à tua questão com um pouco de história.

Ultimamente, das vezes que mais tenho estado imerso num personagem, conto-as pelos dedos.

No retiro, enquanto joguei TSoY estive sempre lá, em MLWM também, e principalmente em The 101 estive SEMPRE em modo imersão.

Com este grupo e das vezes que joguei, Feng Shui foi das poucas vezes que me lembro que estive mesmo todo lá dentro, mas aí os dados jogarem sempre contra mim (o que contribuiu em muito para o meu afastar do jogo).

A mim pouco me chateia se há ou não imersão e play-acting; já apontei isto várias vezes em várias discussões, alguém que tenha menos jeito para tal, que não se sinta à vontade, ou que simplestemente não o queira fazer, não pode ser prejudicada pelo GM, pelo grupo, e em ultima instância pelas regras - a menos que exista uma regra que diga especificamente: ganhas mais se fizeres play-acting (mais ou menos como as regras de stunts em vários jogos); a mim o que me diverte é, sem nenhuma ordem em particular: o envolvimento e participação de todos os jogadores, o envolvimento dos personagens na história com os seus problemas pessoais, a história em si, e as sessões serem atractivas e divertidas, mesmo que a história não o seja.

Deixo aqui um conjunto de guias que acho interessantes:

1. Not everyone likes the same thing
2. Play with people you like
3. Play with rules you like
4. Everyone is a player
5. Talking is good
6. Trust, not fear or power
7. It's a game, not a marriage
8. Fun stuff at least every 10 minutes
9. Fix problems, don't endure them

:-)

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Vou tentar...

O que choca é que quando vou ao cinema, ou leio um livro, quero assistir ao conflito do tio mafioso (por exemplo). Quero ver como ele é, ver a expressão na cara, ver como o protagonista reage facialmente ao ouvir a proposta, quero ver o tio e o protagonista a discutirem, ver o encolher de ombros do derrotado e o arde triunfo/patrenalismo/whatever no vencedor. Quero ver as coisas a acontecerem. Show, not tell. E o RPG é o hobby que permite estas coisas acontecerem, sendo nós os protegonistas. Passando para a resolução do conflito em terceira pessoa, rola-se o dado e vê-se quem ganhou... Bolas, não vi nada! Não sei nada sobre o tio, a não ser que convenceu o protagonista a qualquer coisa, e não sei nada sobre o protagonista, pois não vi, não assisti ao conflito. E isso não me diverte muito.

Porque chamo a isso modo boardgame? Nos jogos de tabuleiro todas essas relações, quando existem, estão abstratizadas pelas mecânicas do jogo. Não é preciso nem suposto criar nenhuma presença de cena para resolver uma situação/conflito/combate num boardgame, faz-se para se cumprir o objectivo e, em última análise, ganhar o jogo. No RPG contamos uma história. Ora numa história que leias/vejas gostavas de passar à frente das cenas sempre e tão somente com um mínimo de detalhe sobre as personagens, as suas relações, as suas personalidades? Eu acho que fica um filme chato.

Não quero mudar aqui a maneira de ninguém jogar, nem convencer ninguém. Estou a indicar o que EU quero e procuro. Que é: tanto quanto possível, ser outra pessoa noutro lado, usando os meios que possa para o fazer. Se vou APENAS resolver conflitos a dado, vou jogar Arkham Horror.

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Um apontamento - divisão de jogadores de RPG

Julgo que isto é útil para a conversa, ou pelo menos acho interessante a coincidência surgir. :-)

Na rpg.net surgiu uma discussão sobre um tipo que descobriu os jogos indie e que está a adorar a novidade que lhes trazem, mas que reparou que estes são muito mais sobre narração, contar uma história, colaborar na narrativa, do que sobre play-acting e encarnar outra pessoa, que são as coisas que o Zé procura. Esta discussão pode ser encontrada aqui.

No meio desta discussão, surge um link sobre uma pesquisa de mercado conduzida pela WotC para chegar ao novo D&D, que divide os jogadores em quatro grandes grupos, conforme as suas preferências à mesa. Este link pode ser encontrado aqui.

Sem querer entrar em discussões sobre teoria e afins, parece-me gira a coincidência, não só na nossa discussão que encontra reflexo nos Estados Unidos, mas também no paralelismo existente entre uma pesquisa de mercado e uma teoria de um carola do rpg. :-)

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Ok, acho que te estou a

Ok, acho que te estou a ler, portanto não é a questão da comunicação na 3º pessoa mas sim meter mais umas camadas de cor na descrição do resultado dos dados/situação que leva até elas.

Por mim, não vejo problema nenhum em tentarmos ir mais por esse caminho.

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Permite-me acrescentar

O Zé que me corrija se estiver errado, mas o que acho que ele quer é que haja uma completa distinção entre o jogador e personagem, perceber-se, olhando para ele, que quem está à mesa não é o Tiago, mas o Pax Botox, por ex.

Eu tenho 3 problemas (menores, diga-se, e facilmente ultrapassáveis) com isto: 1º, não estamos a fazer teatro, apesar do jogo se chamar roleplaying, esquecemos a parte do game - ainda estamos lá para rolar dados, camandro!; 2º, não há uma recompensa mecânica por jogar assim (mesmo os jogos que dizem: "ganha XP por bom roleplay", não dizem o que é "bom roleplay", e com tanta gente pelo mundo fora a jogar, e cada uma a dizer que a sua maneira é a correcta, é complicado chegar a um consenso sobre isso); e 3º, as razões que já apontei antes (não ter jeito/vontade/conforto para fazer play-acting).

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0,5 (isto é uma piada geek para quem percebe de fuzzy logic)

Ok, eu pensei que podiamos chegar a um meio termo.

Acho bem que os jogadores e o GM comuniquem as suas intenções na 3ª pessoa, para a comunicação ser o mais clara possível e depois quando passarmos à parte de resolver o conflito ou criar o contexto para que ele apareça ou numa cena sem conflito mas que seja importante (de alguma maneira) para a história do personagem, colorirmos as coisas de uma maneira mais viva e que passem a mensagem melhor para o imaginário de todos.

Quanto a abolir completamente a comunicação dentro de jogo entre o jogador e o GM na 3ª pessoa vai causar imensa entropia na comunicação e é possível que torne as sessões menos divertidas, pelo menos esta é a experiência prática que eu tenho. 

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The Turku School

The Turku School developed in Turku, Finland, especially by Mike Pohjola from 1996 to the present. It advocates immersion ("eläytyminen") as the primary method of role-playing, and artistic exploration as the primary goal. Eläytyjist style is thought to be distinct from dramatist, gamist, and simulationist styles, and dramatism and gamism are thought to be clearly inferior styles of role-play, fit only for other mediums besides roleplaying.

Daqui. Isto para dizer: há gostos e gostos, e tenho certeza que sim, através da comunicação conseguiremos chegar a meio termo. Ainda gostava de saber a opinião do Tiago sobre isto tudo.

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Não há mais discussão? O_o

Este assunto está encerrado?

Nunca mais ouvi falar sobre isto, deixamos de jogar, continuamos e fazemos uma tentativa para mudar, faz o Zé uma tentativa para mudar, como é, gente?

Ficar no silêncio é que não é bom sinal...

Tiago, gostava de saber o que pensas disto tudo, camarada!

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Conclusão

Eu gosto muito de vocês todos, acho-vos pessoas muito giras. No entanto, e tendo em conta que a minha vida toda, e não só o RPG, está a mudar, provavelmente é melhor eu deixar de jogar convosco. Não que isso infira que vamos deixar de comentar o RPG, e que não possamos voltar a jogar. Mas é assim: a minha vida provissional está, também, a levar com uma série de mudanças inesperadas, e compromissos que podia manter com facilidade no passado podem ficar muito problemáticos de cumprir. Assim, por enquanto, e sem prejuízo de mais nada, vou afastar-me das lides de RPG com Vossas Excelências, desejando-vos sessões divertidíssimas de seja o que for que acabem por jogar.

Abraços,

"I want Rustlers, Cutthroats, Murderers, Bounty Hunters, desperados, mugs, pugs, thugs, nitwits, halfwits, dimwits, vipers, snipers, con men, indian agents, mexican bandits, muggers, buggerers, bushwackers, hornswaglers, horse thiefs, bull dykes, train robbers, bank robbers, asskickers, shit-kickers and METHODISTS!"

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Aí temos

Camaradas restantes, que se faz a seguir?

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