Monopólio - Análise / Crítica

Retrato de Mallgur
Monopolio_t.jpg

Aqueles que frequentam este site e são membros desta comunidade há algum tempo, poderão já saber que eu não gosto de Monopólio. Poderão ter até acompanhado alguns tópicos mais ou menos longos em que se discutiu animadamente sobre os méritos, ou falta destes, deste já incontornável clássico.
Alguns deles poderão também ter reparado que, na mais recente emersão do jogo por aqui, me mantive calado perante a notícia de mais um campeonato do mundo de Monopólio ou uma outra competição qualquer em que alguém ganhou algum dinheiro jogando este jogo. Esse silêncio deve-se a dois factores... O mais importante é o ter-me sido feito um convite para abraçar algumas tarefas administrativas do Abre o Jogo e, tendo aceitado, crer que um administrador se deverá manter tão longe de polémicas desnecessárias quanto possível. Foi o que fiz. A segunda penso que se será o já ter ganho alguma imunidade à questão. Na verdade, acho que ganhos monetários obtidos a jogá-lo não merecem que perca o meu tempo. Eu jogo pelo convívio, pelo desafio, pela diversão e até simplesmente para passar o tempo. Não jogo por dinheiro e não penso que jogar jogos de tabuleiro por dinheiro seja interessante.

Posto isto, porque raios estou eu a escrever uma análise / crítica a um jogo de que não gosto?

Porque isso é um desafio que coloquei a mim próprio. Analisar um jogo de que não gosto da forma mais objectiva e justa que me for possível. Não sei se serei bem sucedido... talvez vocês mo possam dizer se tiverem paciência para ler até ao final.
Também porque os jogos que tenho analisado até aqui são todos jogos de que gosto. Apetece-me fazer algo diferente... E também por isso esta análise / crítica poderá não seguir o meu padrão habitual, tentarei não fugir muito por uma questão de coerência, mas pode não ser possível.
E, finalmente, porque não existe uma análise / crítica ao Monopólio no AoJ.

Uma nota final antes do início propriamente dito do artigo: O Monopólio não consta na minha colecção no BGG não por qualquer tipo de discriminação, mas porque a maioria dos jogos foram sendo adicionados à mesma à medida que os fui jogando. E ainda não joguei Monopólio desde que comecei a registar partidas...

Vamos lá então.

Monopólio

Designer: Charles Darrow, Elizabeth J. Maggie (Phillips) e George S. Parker

Edição analisada: Parker (Portuguesa) de 1996

página no BGG

Monopólio é um jogo de compra de propriedades em que os jogadores tentam ir eliminando os seus adversários, levando-os à falência, até que apenas um deles reste e seja assim declarado o vencedor. O principal meio que poderão usar para o fazer é adquirir conjuntos de propriedades da mesma cor podendo, a partir do momento em que possuem um conjunto completo, colocar casas e hotéis nas mesmas para aumentar a renda que os outros jogadores terão que pagar ao "caírem" nessas propriedades.

Componentes

O jogo tem um tabuleiro em volta do qual existem várias casas desenhadas que representam propriedades (tipicamente ruas) e algumas casas especiais como Sorte, Comunidade, Cadeia, etc...

No centro do tabuleiro existem dois espaços para os baralhos de Sorte e Caixa da Comunidade, que serão usados quando um jogador termina o seu movimento nas casas correspondentes.

Os peões de cada jogador são metálicos, representando vários objectos, a saber:  um carro, uma bota, um ferro, um canhão, um cão, um cavalo, um dedal, um barco de guerra, um carrinho de mão e uma cartola (Dez peões à escolha para um jogo que apresenta como número máximo 8. Generoso.). A qualidade destes peões é excelente, mas não descortino qualquer relação entre o que representam e o tema do jogo.

Também existe dinheiro, claro. Notas de papel, em várias denominações e grande quantidade. O dinheiro em papel nos jogos é muitas vezes considerado uma má opção mas neste caso creio que, tendo em conta a quantidade de dinheiro necessária para o jogo, parece-me ser a única viável para não tornar o jogo estupidamente caro.

Há um baralho de cartões para as propriedades, em que estão impressos os valores a cobrar pelas rendas nos vários casos, o custo das casas e hotéis e, nas costas, o valor obtido em caso de hipoteca da propriedade.

Um pequeno livro de regras.

Finalmente, um par de dados e várias casinhas verdes e hotéis vermelhos.

Os componentes são de qualidade média e funcionais. Não apontaria a sua qualidade como defeito a este jogo. A arte não é particularmente interessante, mas a informação necessária está bem visível. Por outro lado, também não temos nada espectacular aqui, excepto no que diz respeito aos peões e aí perde-se um pouco devido à estranha escolha de objectos e a sua falta de relação temática ao jogo.

Pontuação: 3/5

Regras

Quase toda a gente pensa que sabe as regras do Monopólio, porém a vasta maioria joga com variantes e alterações às regras porque foi assim que aprendeu... foi assim que sempre jogou e, naturalmente, pensa que é assim que se joga.

Aqui, logicamente, vou cingir-me às regras tal como estão escritas na edição analisada. É uma edição comum, sem "temas" especiais ou qualquer tipo de alteração ao modelo base do jogo. Naturalmente que um jogo com 70 anos sofreu alterações e modificações às regras, mesmo quando essas não resultam de alterações temáticas. Não sei se um Monopólio de Cães ou das Princesas Disney sofre alterações às regras, mas penso que o que analisei é o mais normal possível.

Resumidamente, as regras são as seguintes:

Todos os jogadores começam com a mesma quantia em dinheiro e na mesma casa do tabuleiro. Conforme forem jogando, irão avançar pelas casas e voltando a passar pela casa partida receberão mais algum dinheiro.

O turno de cada jogador é muito simples. Lança dois dados e avança o número de casas por estes indicado. A casa onde termina influencia o que se pode passar no restante do turno.

Se o jogador terminou numa casa de propriedade ainda não comprada por nenhum jogador, poderá comprá-la ele pelo valor que aí esteja impresso. Se não quiser ou não puder comprar a propriedade, esta será leiloada entre todos os jogadores, incluindo aquele que está a jogar.

Se a propriedade tem já um dono, o jogador que aí parou terá que pagar ao proprietário o valor do aluguer correspondente. Caso existam casas ou hotéis na propriedade, esse valor será maior. Naturalmente que um jogador que termine numa propriedade sua não terá que pagar nada e o seu turno simplesmente termina.

Um jogador que adquira todas as propriedades de um conjunto pode, nos seus turnos e enquanto for proprietário deste "monopólio" (daqui advém o nome do jogo), adquirir casas ou hotéis para as mesmas.

Algumas propriedades são um pouco diferentes. As propriedades "Água" e "Electricidade" podem ser compradas mas nunca terão casas ou hotéis e a renda é determinada pelos dados usados pelo jogador para aí chegar e pelo facto de o proprietário deter uma ou ambas as propriedades de serviços.

Também as estações podem ser compradas e não receberão casas ou hotéis, sendo o valor da renda determinado pelo número de estações que o proprietário detiver.

As casas especiais têm vários tipos de efeitos. Algumas implicam o pagamento pelo jogador de um imposto, multa ou taxa ao banco. Outras fazem com que o jogador tenha que tirar uma carta do baralho Sorte ou Comunidade e cumprir as instruções que aí estejam.

Existe uma casa de estacionamento livre em que não acontece nada, uma casa que envia o jogador para a cadeia e a casa de cadeia propriamente dita. Um jogador que termine o movimento na cadeia não está preso. Isto só acontece a quem termina na casa "Vá para a cadeia", se o jogador obtiver três dobles seguidos nos lançamentos do dado ou por instruções de uma carta de Sorte ou Comunidade. Em todos os outros casos considera-se que o jogador que pára na cadeia está simplesmente em visita e não acontece nada.

Se um jogador lançar o mesmo número nos dois dados, jogará de novo. Caso lance um terceiro "doble" seguido, vai para a cadeia.

Para sair da cadeia, o jogador pode usar uma carta que o liberta da mesma obtida num turno anterior (Sorte ou Caixa da Comunidade), pagar uma multa ou esperar três jogadas tentando sair com um "doble" em cada uma delas. À terceira jogada, sai de qualquer forma.

Isto vai-se repetindo até que um jogador, pelo pagamento de rendas ou multas fique sem dinheiro, altura em que está eliminado do jogo. Para protelar esta situação, um jogador que necessite pode hipotecar propriedades. Se o fizer recebe algum dinheiro do banco, mas a propriedade deixa de produzir rendas até que a hipoteca seja resgatada. Pode também vender casas e propriedades ao banco ou a quem deve dinheiro para pagar a dívida em causa.

Quando apenas um jogador tiver dinheiro, o jogo termina e aquele é declarado o vencedor.

Simples, não é?

Certamente. Mas as regras de Monopólio têm vários problemas, não sendo menor dos quais o serem algo vagas e deixarem lugar a muitas interpretações possíveis e ao surgimento de bastantes dúvidas... Talvez daí venham tantas "variantes".

Falemos um pouco dos mais graves.

Os leilões são indefinidos. As regras não estabelecem uma base de licitação ou uma mecânica clara para a realização do leilão. Esta ambiguidade faz com que os leilões possam ser realizados de muitas formas diferentes ou, como muita gente joga, nem sequer se realizem.

Ao não estabelecer uma base de licitação, surge a questão se valerá alguma vez a pena adquirir uma propriedade pelo valor impresso. Uma vez que o jogador pode não fazer a compra, mas participa no leilão na mesma, pode recusar todas as compras e tentar obter a propriedade por um valor mais baixo que o impresso ou obrigar os outros a pagarem mais por ela. Se isto pode parecer uma vantagem, não o é de facto porque os leilões podem prolongar-se demasiado e alongar o tempo de jogo de forma excessiva.

Um outro problema advém da questão das negociações. Muitos afirmam que o Monopólio é um jogo de negociação, mas não está estabelecido nas regras quando é que um jogador pode negociar, nem o que pode negociar nem durante quanto tempo o pode fazer. Apesar de ser mencionado que um jogador apenas pode vender propriedades sem construções a outro pelo valor que for conveniente a ambos. Algo que aqueles que falam em negociação neste jogo talvez não saibam. Mesmo assim, pode dar-se o caso de decorrerem negociações intermináveis que simplesmente deixam os jogadores que não estejam evolvidos sem nada para fazer... O potencial para tempos mortos é aumentado exponencialmente.

Poderão pensar que eu entendo que a negociação deveria estar mais regulamentada e que isso tornaria o jogo interessante, mas não é o caso. A negociação, para mim, em Monopólio não tem qualquer interesse. Esta é uma afirmação muito polémica, mas detalharei mais tarde o que me leva a dizer isto.

Portanto as regras de Monopólio estão mal escritas, são vagas, potenciam os problemas de que o jogo pode padecer e dão a ideia da necessidade de regras personalizadas que, por vezes, acabam por ainda fazer pior. Um exemplo frequente disto é a forma como muitas pessoas jogam, fazendo com que as multas que deveriam ser pagas ao banco vão, ao invés disso, para o centro do tabuleiro para serem recolhidas por quem acabar o seu movimento na casa "Estacionamento Livre". Esta "variante" só serve para prolongar o jogo pois faz com que um jogador que está à beira da falência possa ressurgir repentinamente e assim prolongar o jogo por mais tempo.

A duração do jogo é tão patentemente problemática que as próprias regras nesta edição trazem duas variantes para um jogo mais rápido. A melhor das quais é a segunda por simplesmente impor um limite de tempo. E já li que as edições mais recentes implementam um “dado rápido” para acelerar o jogo.

Poderá haver quem pense que não é interessante olhar para as regras de Monopólio à luz do mercado actual, que será importante levar em conta que este jogo é já septuagenário e que, portanto, se deve dar um desconto a estes defeitos nas regras.

E eu poderia concordar, não fossem dois factos justificadores de não o fazer. O primeiro existirem tantas versões do jogo ao longo desses 70 anos (só no BGG estão listadas centenas...) e não terem sido corrigidos estes problemas (ressalva ao recente “dado rápido” que não conheço). Mesmo jogos mais recentes, reconhecidos pela comunidade que se dedica a este hobby como bons, sofrem revisões de regras e actualizações que procuram eliminar os defeitos, por pequenos que sejam, que vão sendo encontrados. O segundo facto que me impede de ter uma atitude mais tolerante nesta análise em relação aos problemas e defeitos de Monopólio por causa da sua idade, é que existem outros jogos mais antigos que têm regras bem melhores. Um exemplo ridiculamente marcante é o Go que tem milhares de anos e talvez o conjunto mais elegante e funcional de regras conhecido.

Claro que dou mérito a quem imaginou o Monopólio por ter quebrado o molde dos jogos com mecânicas semelhantes da altura. Até então, a maioria dos jogos em que se lançam dados para mover o nosso peão ou peças ao longo de um caminho tinham como objectivo atingir o fim desse mesmo caminho em primeiro. Aqui anda-se sempre em redor do tabuleiro e o objectivo não é chegar primeiro, mas sim ter mais dinheiro que os outros. Mas isso não chega...



Pontuação: 1/5

Jogabilidade

No início deste artigo mencionei o facto de ainda não ter adicionado o Monopólio à minha colecção no BGG por não o jogar desde que comecei a registar as minhas partidas... há mais de dois anos. A verdade é que antes disso também raramente o jogava. Desconfio que a minha última partida de Monopólio já foi há mais de 10 anos...

Isto diz tudo.

Contudo, estou aqui a tentar fazer um esforço extra para ser claro na minha opinião e justo para com o jogo. Por isso, vou fazer de conta que não conheço outros jogos. Que estou a olhar para este jogo com o conhecimento mais generalizado que as pessoas têm de jogos de tabuleiro.

Mesmo assim não consigo achar grande jogabilidade no Monopólio... São várias horas de jogo, em que alguns jogadores vão sendo eliminados e ficam apenas a ver jogar... em que um jogador acaba por ganhar destaque e esperar que o desgaste inevitável vá eliminando os outros até que eles percam finalmente.

Mesmo para quem não conhece muitos jogos, há melhores por aí... Mais rápidos, mais interessantes, que mantêm os jogadores todos envolvidos até ao fim. Mais jogáveis.

Aquilo que mais pode ser apontado como vantagem do Monopólio é a familiaridade. Mas numa crítica ou análise a alguma coisa, isto não deve ser um factor preponderante... Um carro que está a cair de podre não é um melhor carro porque andamos com ele há milhares de quilómetros, pois não? Há quem diga que a grande diferença entre os amigos e a família é que podemos escolher aqueles, mas esta será sempre a mesma que nos calhou na sorte.

E quem aqui não gosta de pensar nos seus jogos como amigos?

Equilíbrio

Ao início, o jogo é equilibrado. Toda a gente tem os mesmos recursos.

Conforme o jogo vai decorrendo, as coisas irão correndo melhor para uns que para outros, os mais azarados irão ficando para trás e serão eliminados... Lá para meio do jogo alguém estará carregado de dinheiro enquanto os outros lutam em vão para recuperar.

E o problema é esse... É que quem vai ficando para trás são os mais azarados e não os piores jogadores. Quem ganha vantagem é quem tem mais sorte e não quem joga melhor. Depois de alguém ter uma boa vantagem, dificilmente a perde... a não ser que tenha muito azar a partir de certa altura.

Portanto o jogo é equilibrado ou não?

Sim. É um jogo de sorte... portanto é equilibrado. Mas sofre de um sério problema de líder fugitivo...

Pontuação: 3/5

Sorte

Muita. Imensa. Bateladas, paletes e camiões cisterna dela.

Aqui há uns tempos falava-se nesta comunidade sobre o Monopólio e, nessa altura, alguém me disse que uma coisa boa do Monopólio era que as pessoas podiam jogar sem grande esforço, enquanto conversavam sobre outra coisa qualquer. E isso é verdade. É, para mim, das piores coisas que se pode dizer de um jogo, mas é verdade, neste caso.

Pode jogar-se Monopólio com pouco mais atenção ou esforço que se joga Bingo. Chega a nossa vez, lançamos os dados, movemos o peão e vemos o que acontece. Não é necessário mais. Há sorte nos dados, sorte nas cartas de Sorte e da Caixa de Comunidade. Claro que obter os monopólios é crucial, mas para isso é preciso... sorte.

Estratégia / Táctica

Já li que há estratégia para o Monopólio. Não concordo, é claro.

A estratégia no Monopólio seria, segundo esse artigo que li, não comprar sempre que se calha num propriedade, mas tentar obter as propriedades e monopólios num lado completo do tabuleiro, preferencialmente o segundo ou terceiro pois aí as propriedades rendem mais em relação ao seu preço.

Parece lógico. Mas para se obter isso é preciso sorte... é preciso que os dados nos façam cair nessas casas... portanto é uma estratégia que não depende em nada de nós, mas exclusivamente da sorte.

Mas e as negociações?

Já vimos que as regras são algo omissas neste campo, mas passemos adiante disso e vou explicar a afirmação de que as negociações em Monopólio não têm interesse.

Se um jogador está a tentar obter todas as propriedades num lado do tabuleiro, algo que se tornaria evidente para quaisquer jogadores atentos, quem seria o jogador que lhe facilitaria isso, não estando já perto da bancarrota e a tal obrigado (mais uma vez, resultado da sua má sorte e não de jogar mal)?

Mesmo assumindo que há um jogador interessado num outro lado do tabuleiro, e que ambos têm as propriedades necessárias ao outro para que os dois possam ficar com um lado cada um e que o que fica com o lado melhor compensa com algum dinheiro o outro, de tal modo que ambos fiquem satisfeitos... O que sucederia?

Provavelmente, estes seriam os dois últimos sobreviventes pois estariam os dois numa melhor posição. E destes dois ganharia aquele que menos vezes calhasse nas propriedades do outro... por sorte.

Para mim isto não é estratégia suficiente para que se possa chamar a este um jogo de estratégia e não há propriamente um nível táctico na questão. A cada jogada pouco há para decidir e essas decisões têm pouco peso em relação à sorte envolvida.

Conclusão

Naturalmente que a minha opinião não mudou ao longo desta análise.

Continuo a não gostar do Monopólio e a não ter qualquer interesse em jogá-lo.

Continuo a achar que, tendo a possibilidade de adquirir outros jogos que hoje estão disponíveis, este já não será uma boa escolha. Está, acima de tudo, ultrapassado.

Respeito a sua longevidade e o seu sucesso comercial, da mesma forma que respeito a Coca-Cola, por exemplo.

Mas enquanto não posso nem tentaria explicar porque não gosto de Coca-Cola, tentei explicar aqui porque não gosto de Monopólio.

Tentei por de lado aquilo que me chateia no sucesso comercial do Monopólio, que penso ser um entrave à proliferação de outros e melhores jogos. Coisa para outro local que não esta análise.

Tentei de alguma forma ser objectivo, passar além do "não gosto, pronto!" a que tenho que me limitar em relação à Coca-Cola...

E acima de tudo tentei seriamente respeitar o jogo. Consegui?

Pontuação geral: 7 / 15

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É o MELHOR JOGO DE SEMPRE! Tongue out

 


Top10:

joga

Também eu falo mal, sem o jogar hà anos. Na LeiriaCon combinamos uma joga de 1hora com as regras definidas por ti? Evilgrin

Desculpa...

Apesar de considerar que jogar contigo é sempre um prazer, uma hora é tempo demais... estarão lá tantos jogos melhores!

Além disso, não me apetece gastar tempo a fazer uma variante de Monopólio. Já passei essa fase.

EvilgrinSmile

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"[...] a period when games were complex in your brain, instead of on the board."
tommynomad

Oh

Eu estava a falar a sério. Neste momento há 19 comentários: se calhar é um jogo que desperta paixões Innocent

popularidade

Será que a imensa popularidade que este jogo tem se deve apenas ao facto de ser tão antigo e tão bem promovido, ou será que o facto de as regras serem tão simplesmente más também ajuda? Devo dizer que nunca joguei Monopólio conforme as regras e poucas vezes terminei um jogo e, se calhar, o gozo dele deve estar aí: passar o tempo com os amigos rolando uns dados e mexendo nuns pedaços de papel e plástico com uma leve sensação de propriedade e de estar entregue aos caprichos do destino.

Muito boa crítica, bastante objectiva. Só faltou tentar dar uma resposta a esta questão da popularidade.

 

Pois

Joguei no outro dia, pela primeira vez com as regras correctas.

Continua a ser um péssimo jogo, e principalmente aleatório. Mas não é pior que muitos maus jogos modernos.

Foi com três jogadores, e demorou uma horita e um quarto.

 


Top10:

Acho que a popularidade

Acho que a popularidade advém dos dois aspectos que referiste embora não concorde a 100%:

Popularidade e Longevidade: Estão os dois aspectos relacionados, pois é um jogo em que os Pais podem dizer aos filhos que jogavam quando tinham a idade deles. Isto faz com que o jogo saía das prateleiras, pois muitas vezes vão os Pais a fazer compras de Natal e pensam "E se lhe déssemos o Monopólio para ele jogar com os amigos como nós fazíamos no nosso tempo?"...

Regras: Eu não acho que as regras são más, as regras são aquilo que se pensou há 70 anos atrás! Não concordo com a comparação que o Mallgur fez entre um Go e um Monopólio, são jogos distintos, é como comparar as regras de um Carcassonne com as de um Catan. Não há maneira de dizer que havia jogos com regras melhores que o Monopólio, pois não havia nada como o Monopólio, daí o seu sucesso (Historiadores dos boardgames corrija-me se estiver errado!). Quanto à questão de modificar as regras, penso que não é lógico que elas mudem nas versões temáticas, pois aquilo é como comprar um carro em que o motor é o mesmo só muda a cor e há cores para todos os gostos; e que as há nas versões diferentes do jogo (havia uma versão em que havia um sistema de bolsa de valores acho eu!).

 

Eu não quero andar aqui a tomar atitudes de pró-monopólio, não abomino o jogo como muitos boardgamers mas também não o considero o melhor do mundo. Na minha opinião prefiro um monopólio ao Catan... A única diferença entre os dois é que o Catan permite escolher os locais e um não, o que se pode tornar um Inferno pois delinear toda uma estratégia de colocação de aldeias quando depois não há dados que suportem a minha escolha... nããã, para perder tempo prefiro então jogar Monopólio em que sou guiado pelos dados ao bom estilo do Talismã!

Fachola!

Crashburner escreveu:

Regras: Eu não acho que as regras são más, as regras são aquilo que se pensou há 70 anos atrás! Não concordo com a comparação que o Mallgur fez entre um Go e um Monopólio, são jogos distintos, é como comparar as regras de um Carcassonne com as de um Catan.

 

Não comparei as regras. Simplesmente dei o exemplo do Go para dizer que é por existirem jogos como esse que a idade do Monopólio não é desculpa... As regras de Catan e Carcassonne são perfeitamente comparáveis. As do Catan são um bocadinho melhores. Não muito, mas um bocadinho.

Citação:

Na minha opinião prefiro um monopólio ao Catan... A única diferença entre os dois é que o Catan permite escolher os locais e um não, o que se pode tornar um Inferno pois delinear toda uma estratégia de colocação de aldeias quando depois não há dados que suportem a minha escolha... nããã, para perder tempo prefiro então jogar Monopólio em que sou guiado pelos dados ao bom estilo do Talismã!

 

Portanto a diferença é que um tem estratégia e o outro não... E preferes isso? Tu? Um Wargamer em formação?

EvilgrinSmile

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"[...] a period when games were complex in your brain, instead of on the board."
tommynomad

Runaway leader! Quando

Runaway leader! Quando começa a correr nunca mais ninguém o apanha. Monopólio o jogo perfeito para humilhar os seus amigos com a sua sorte aos dados :D

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Note-se

Muito lindo...

Não haja dúvida... Mas e se alguém escrevesse lá como se faz para cair nas melhores casas? Saber quais são é muito bonito e determina a melhor escolha para todos os jogadores. Isto se fossem eles a escolher e não os dois cubinhos... não é?

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"[...] a period when games were complex in your brain, instead of on the board."
tommynomad

Lol

Tu não percebes as estratégia por detrás do Monopólio, já admitias. Innocent

 


Top10:

ok ok

Eu admito... este jogo é demasiado complexo para a minha camioneta.

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"[...] a period when games were complex in your brain, instead of on the board."
tommynomad

Obrigado

Obrigado pelos comentários... E pela boa disposição. Já me ri um bocado com isto... Só por isso valeu a pena.

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"[...] a period when games were complex in your brain, instead of on the board."
tommynomad

Mais lenha para a fogueira...

E toda a estratégia que envolve o Jogo da Glória? E o Jogo do Galo?
:)

 

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"The only way to achieve the impossible is to believe it is possible."
Lewis Carroll in Alice in Wonderland

Já agora carvão prá locomotica...

E o ticket to ride?

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Eh lá: falar desse grande

Eh lá: falar desse grande jogo neste tópico? Engraçadinho....

;)

No futuro os nossos netos e bisnetos haverão de falar do Ticket to Ride como nós hoje falamos do Monopólio.

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O jogo do Galo

O jogo do Galo? Três em linha, certo?

o jogo do galo também é

o jogo do galo também é conhecido como o jogo do Cylon...

Porquê?

Não dá para mandar ninguém pra Brig... Cool

Desde já...

Desde já as minhas desculpas Mallgur porquê eu não li tudo o que escreveste sobre este jogo. Não li porque não acho interessante ler uma review sobre o Monopólio. Se é um jogo que a maioria de nós não joga, porquê analisá-lo?

Reitero novamente as minhas desculpas. Achas que tens vindo a fazer um bom trabalho com estas reviews "alfabéticas", mas no "M", encontravas coisas bem mais interessantes... tipo Mamma Mia!

Contudo, parabéns pelo trabalho. Até porquê foi mesmo um cabo dos trabalhos falar sobre algo que não se aprecia Smile.

M

Não há nada a desculpar. Para mim foi um quase um exercício de contenção e não estou à espera que leiam tudo, principalmente tendo em conta que ficou bem maior do que eu queria.

Quanto ao M, esta não é a análise que corresponde à letra. Digamos que esta foi uma edição extra... Ainda estou a decidir qual será o jogo do M...

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"[...] a period when games were complex in your brain, instead of on the board."
tommynomad

Vá para a prisão

Muito porreira a crítica e até sou capaz de dizer que foi das melhores criticas que li até hoje. Foi um trabalho de amor :)
Não concordo contigo que o sucesso do Monopolio é um entrave à proliferação de outros jogos. Eu julgo o contrário. É um gateway como outro qualquer. A menor ou maior venda de jogos mais recentes deve-se à maior ou menor vontade que as distribuidoras têm em vender os seus produtos.Pelo menos aqui em Portugal parece que essa vontade é muito pouca, mas mesmo assim já se vai vendo qualquer coisa. Mas, se queres que te diga, estou-me a borrifar para isso.
Paralelamente, acho que fizeste mais pelos jogos de tabuleiro numa manhã (na praça da alegria) do que as distribuidoras em anos.
Mas a culpa, em última análise, nunca será do monopolio.

Economia

É uma questão de economia de escala. Aos milhões de Monopólios que são feitos por ano, cada um sai da sua fábrica da China por 1€ ou menos. A serem vendidos a 20-30-40-50€ aoconsumidor final, quer dizer que na linha de distribuição todos ganham muito mais com o negócio do que nos outros jogos que por terem menor volume de cópias acabam por sair a 10-15€ à porta da fábrica!!

Últimas jogatinas:

Negating the unforeseeable is utterly unrealistic, and scrambling to deal with problems is indeed a game skill.

Obrigado

Não há muito que seja mais gratificante que a apreciação positiva daqueles que não concordam connosco. Isso demonstra a sua inteligência, que nos respeitam e merecem o nosso respeito.

Temos simplesmente que concordar em discordar em alguns pontos...

_
"[...] a period when games were complex in your brain, instead of on the board."
tommynomad

Os meus parabéns Pedro.

Os meus parabéns Pedro. Foi uma crítica séria e imparcial. Gostei bastante.

Quando falaste do parque de estacionamento, penso que não indicaste que quando alguém tem de pagar algo à banca, penso que essas multas ficam no meio do tabuleiro e o jogador que cai no parque de estacionamento recebe a quantia do meio. Não sei se está nas regras, mas penso que os americanos jogam assim...

Depois desta crítica/penitência à boa maneira católica acho que podes pecar mais umas quantas vezes sem te confessares...

Muito fixe!!

Nop

Essa é uma das várias regras inventadas e que vai passando de geração em geração. Que consegue tornar o jogo ainda pior (mais longo e ainda mais dependente de sorte).

lancelot escreveu:

Quando falaste do parque de estacionamento, penso que não indicaste que quando alguém tem de pagar algo à banca, penso que essas multas ficam no meio do tabuleiro e o jogador que cai no parque de estacionamento recebe a quantia do meio. Não sei se está nas regras, mas penso que os americanos jogam assim...

 


Top10:

Afirmações falsas

Mallgur escreveu:

portanto é uma estratégia que não depende em nada de nós, mas exclusivamente da sorte.

Não podia discordar mais. Aliás esta afirmação prova-se científicamente ser falsa...

 

Mallgur escreveu:

vou explicar a afirmação de que as negociações em Monopólio não têm interesse.

 

Uma explicação que seguramente enferma de vício.

 

Cumprimentos.

Napoleon(greatest military genius of last centuries, if not ever!):
«Le meilleur soldat n'est pas tant celui qui se bat que celui qui marche.»

Às vezes tenho pena...

Mallgur escreveu:

O mais importante é o ter-me sido feito um convite para abraçar algumas tarefas administrativas do Abre o Jogo e, tendo aceitado, crer que um administrador se deverá manter tão longe de polémicas desnecessárias quanto possível.

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"[...] a period when games were complex in your brain, instead of on the board."
tommynomad

Provas "científicas" não são armas de arremesso

npl escreveu:

Mallgur escreveu:

portanto é uma estratégia que não depende em nada de nós, mas exclusivamente da sorte.

Não podia discordar mais. Aliás esta afirmação prova-se científicamente ser falsa...

Discordo da tua discordância. Por favor prova cientificamente e posta aqui para análise.

A não ser que estejas a introduzir aqui conceitos de física quântica em que só por estarmos a olhar para os dados mudamos o seu estado, mas isso tem tanta "estratégia" como lançar os dados "daquela" maneira porque são de madeira e têm sítios mais densos que outros alterando a distribuição das probabilidades.

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Fácil mas exaustivo/prolixo...isto é, aborrecido.

Tiago escreveu:

npl escreveu:

Mallgur escreveu:

portanto é uma estratégia que não depende em nada de nós, mas exclusivamente da sorte.

Não podia discordar mais. Aliás esta afirmação prova-se científicamente ser falsa...

Discordo da tua discordância. Por favor prova cientificamente e posta aqui para análise.

 

 

Isso é muito fácil/óbvio, excluída a parte aborrecida de ter que me alongar na argumentação escrita.

Não é fácil/imediato constatar o que eu digo?! É mesmo necessário eu fundamentar científicamente? :\

Aqui fica uma dica,: prova por "redução ao absurdo".

Cumprimentos.

Napoleon(greatest military genius of last centuries, if not ever!):
«Le meilleur soldat n'est pas tant celui qui se bat que celui qui marche.»

npl escreveu: Tiago

npl escreveu:

Tiago escreveu:

npl escreveu:

Mallgur escreveu:

portanto é uma estratégia que não depende em nada de nós, mas exclusivamente da sorte.

Não podia discordar mais. Aliás esta afirmação prova-se científicamente ser falsa...

Discordo da tua discordância. Por favor prova cientificamente e posta aqui para análise.

 

 

Isso é muito fácil/óbvio, excluída a parte aborrecida de ter que me alongar na argumentação escrita.

Não é fácil/imediato constatar o que eu digo?! É mesmo necessário eu fundamentar científicamente? :\

Aqui fica uma dica,: prova por "redução ao absurdo".

Cumprimentos.

Ganhaste essa prova, mas falta a prova científica do que falavas antes.

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Prova científica

Tiago escreveu:

mas falta a prova científica do que falavas antes.

 

Pronto, lá terá que ser... :(

 

Prova por redução ao absurdo:

 

Suponhamos que a afirmação do Malgur:

"é uma estratégia que não depende em nada de nós, mas exclusivamente da sorte."

é verdadeira.

 

Então,se a estratégia(do monopólio) depende exclusivamente da sorte e nada do jogador

qualquer uma que se empregue terá sempre o mesmo impacto no resultado do jogo, isto é, só depende da sorte.

Logo suponhamos que o Jogador A utiliza a seguinte estratégia

quando lançar os dados da primeira vez, antes de o fazer propõe o seguinte negócio ao jogador B:

Sempre que eu tirar um doble dás-me 10% do teu capital, mas se eu não o tirar dou-te 90% do meu capital.

 

Façamos vários jogos e vejamos se o jogador A ganha tantos jogos quanto aqueles ganhos pelo jogador B...

 

Assumindo que  afirmação do Malgur é verdadeira, isto é, que o resultado do jogo não depende em nada

dos jogadores deve-se assumir que o jogador A ganhará em príncípio tantos jogos quantos aqueles ganhos pelo jogador B!

Mas quem é que acredita nisso?

Pois parece-me que todos conseguirão antever quem vai ganhar sempre...

 

 

Mas para não ir para um exemplo tão radical, desfasado da realidade,

vou expor uma estratégia para o Jogador A mais credível/comum:

 

Vamos supor que o jogador A está sempre disposto a entregar 90% dos seus bens e capital ao jogador que lhe fornecer

a(s) propriedade(s) necessárias para fazer o bairro do Rossio.

 

Digam-me lá se o jogador A vai ganhar tantos jogos quantos aqueles ganhos pelos seus adversários!...

De acordo com a afirmação aceite por hipótese como verdadeira, sim, o número de jogos ganhos vai ser similar...

mas como tal não é verdade(acho que todos concordarão aqui) temos que concluir que  a hipótese aceite como verdadeira de facto é falsa.

 

Assim fica demonstrado (por redução ao absurdo) que a afirmação do Malgur é falsa.

C.Q.D.

 

Pronto, foi aborrecido mais muito fácil, pensei que fosse óbvio...

Alíás o que para mim é óbvio é que a argumentação do Malgur relativamente ao monopólio

é inconsistente e muito fácil de derrocar...todavia eu só vejo aqui "yes mans"...

sem ofensa até porque o Malgur é meu amigo pessoal.

Ah e já agora, Malgur isto de apanhar com fogo "sem poder" ripostar por supostamente não te poderes envolver em polémicas não é justo! Por isso:

Weapons free! Fire away!

 

Ressalva, não ando com muito tempo para escrever...nem para aparecer:(

Logo não me peçam para escrever muito por favor...

 

Cumprimentos.

 

Napoleon(greatest military genius of last centuries, if not ever!):
«Le meilleur soldat n'est pas tant celui qui se bat que celui qui marche.»

Jogar...jogar

Por redução ao absurdo, toda a tua prova cai por terra se os intervenientes decidirem não cumprir os acordos pré estabelecidos... (e viva o Diplomacy!)

Mas eu devia era estar a jogar...porque aqui não há nada para ver!

 

Wink

-- www.breakingthemagic.com

Thumbs Up

--

--

Provas cientificas....

Pois é, de facto, considerando que estamos perante as situações que descreveste, e passo a citar uma delas:

"Vamos supor que o jogador A está sempre disposto a entregar 90% dos seus bens e capital ao jogador que lhe fornecer

a(s) propriedade(s) necessárias para fazer o bairro do Rossio."

 

O jogo não dependenderia totalmente da sorte. E teríamos então a tua prova irrefutável de que o jogo depende mais da estratégia do que da sorte. Certo.

Mas que premissa temos por base a fazer tal afirmação? Que quem negocia melhor, tem mais chances de ganhar o jogo (dai a sorte ficar mais esbatida). Mas o cerne da questão é, e como bem diz o mallgur no seu artigo: que negociação é esta que não está definida nas regras? Aí sim é o problema.

Podemos sempre criar house rules que permitam fazer o que quisermos do jogo.  Ou em todo um metagame que faça com que o "mais esperto" vença. Mas a verdade é que o tipo de negociações de que falas, não é comummente usada pelo habitual jogador de Monópolio, que simplesmente lê as regras para jogar....que por si, têm muita sorte.

Já agora, convem que os

Já agora, convem que os dados façam que os jogadores caiam no bairro do Rossio e se este ficar repartido por três jogadores as negociações vão ser completamente diferentes.

A meu ver essa argumentação não refuta nada.

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

A mim estas estratégias parecem-me comuns.

Starita escreveu:

Mas a verdade é que o tipo de negociações de que falas, não é comummente usada pelo habitual jogador de Monópolio, que simplesmente lê as regras para jogar....

Bem para já devo dizer que esta foi a única resposta que me pareceu no fundo ter fundamento para uma resposta, por isso vou dá-la.

Mas vou discordar da tua afirmação Starita, pois de facto ao longo da minha vida encontrei muitas vezes jogadores dispostos a quase tudo para obterem o bairro do Rossio...

Em segundo lugar, devo concluir que o tipo de negociações que falo até é comum quando eu jogo.

Mas talvez isto só venha no fundo confirmar aquilo que já vi acontecer muitas vezes..., isto é, que quando os jogadores não são capazes de implementar ou praticar estratégias superiores limitam-se a adjectivar os jogos como de pura sorte. É o que eu práticamente faço relativamente ao UNO, daí eu também não ter paciência para jogá-lo...Agora dai a afirmar veementemente que não há estratégias no UNO só porque não as compreendo, vai uma grande distância.

 

De qualquer forma o objectivo destas estratégias(contra-exmplos) só era refutar algumas das incorrectas afirmações do Malgur sobre o Monopólio, daí talvez parecerem desfasadas da realidade, todavia há que transladar a situação e fazer a analogia.

Napoleon(greatest military genius of last centuries, if not ever!):
«Le meilleur soldat n'est pas tant celui qui se bat que celui qui marche.»

Façam-se analogias

npl escreveu:

Mas vou discordar da tua afirmação Starita, pois de facto ao longo da minha vida encontrei muitas vezes jogadores dispostos a quase tudo para obterem o bairro do Rossio...

Em segundo lugar, devo concluir que o tipo de negociações que falo até é comum quando eu jogo.

Mas talvez isto só venha no fundo confirmar aquilo que já vi acontecer muitas vezes..., isto é, que quando os jogadores não são capazes de implementar ou praticar estratégias superiores limitam-se a adjectivar os jogos como de pura sorte. É o que eu práticamente faço relativamente ao UNO, daí eu também não ter paciência para jogá-lo...Agora dai a afirmar veementemente que não há estratégias no UNO só porque não as compreendo, vai uma grande distância.

 

De qualquer forma o objectivo destas estratégias(contra-exmplos) só era refutar algumas das incorrectas afirmações do Malgur sobre o Monopólio, daí talvez parecerem desfasadas da realidade, todavia há que transladar a situação e fazer a analogia.

Epá seu eu ganhasse o euro-milhões e um gajo me viesse com uma grande conversa e me ficasse com o dinheiro todo, o rapaz certamente teria uma grande estratégia e inteligência, mas o que é que isso tinha a ver com ganhar o euro-milhões? (evento aleatório tal como calhar numa dada casa no monopólio)

--

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Passo...

npl escreveu:

Ah e já agora, Malgur isto de apanhar com fogo "sem poder" ripostar por supostamente não te poderes envolver em polémicas não é justo! Por isso:

Weapons free! Fire away!

Estás a oferecer-me uma flame war?

Nada me impede de aceitar mas simplesmente... Passo.

Seria quase tão interessante como uma partida de Monopólio e isso, como pudeste ver, não me cativa.

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"[...] a period when games were complex in your brain, instead of on the board."
tommynomad

War of Flames

Vê lá se ao chegares à letra R, fazes uma outra análise tendenciosa e repleta de falácias a esse outro grande jogo de estratégia da nossa praça...

 

Evilgrin

absurdo

Indo até ao absurdo, qualquer jogo que envolva negociação livre pode ser ganho pelo jogador que convença os seus adversários a engolir os componentes até cairem para o lado mortos e ele ganhar por falta de comparência. Claro que o Mallgur parte do pressuposto que cada jogador vela pelos seus melhores interesses e que todos os jogadores tentam impedir que um deles obtenha alguma vantagem determinante sobre os outros.

De qualquer forma, esta disussão não se pode basear numa crítica do Monopólio, já que o jogo em si não determina exactamente em que momentos, termos e limites se processam as negociações, nomeadamente se é aceitável andar a rasgar as cartas para dar noventas ou dez por centos a cada um.

 

Absurdo, de facto.

Rick Danger escreveu:

Claro que o Mallgur parte do pressuposto que cada jogador vela pelos seus melhores interesses e que todos os jogadores tentam impedir que um deles obtenha alguma vantagem determinante sobre os outros.

Que eu saiba eu não afirmei que o Malgur ou qualquer jogador não partiam desse pressuposto...

 

Rick Danger escreveu:

De qualquer forma, esta disussão não se pode basear numa crítica do Monopólio, já que o jogo em si não determina exactamente em que momentos, termos e limites se processam as negociações, nomeadamente se é aceitável andar a rasgar as cartas para dar noventas ou dez por centos a cada um.

Pois...afinal parece que não havia base para a minha equipa de xadrez discutir comigo o empate que ofereci ao meu adversário na ultima partida, porque as regras não prevêm em que momento é que o posso fazer e eu ainda não tinha engolido nenhum peão para o poder fazer.

 

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Há regras e regras

 

npl escreveu:

Pois...afinal parece que não havia base para a minha equipa de xadrez discutir comigo o empate que ofereci ao meu adversário na ultima partida, porque as regras não prevêm em que momento é que o posso fazer e eu ainda não tinha engolido nenhum peão para o poder fazer.

Isto é uma barbaridade pegada Oo

Qualquer pessoa que já tenha jogado algo competitivamente sabe que há as regras do jogo e depois existem as chamadas "floor rules" (penso que em português se chamam regras de conduta) que incidem sobre qual o comportamento a tomar quando numa competição, este conjunto de regras prevê coisas como empates por concordância, desistências e penalidades a infractores quer de regras de jogo quer de "floor rules".

Obviamente o que estás a falar não são regras de jogo mas sim estas regras de conduta quer sejam em competição ou num ambiente mais casual.

--

Tiago escreveu:

Tiago escreveu:

Obviamente o que estás a falar não são regras de jogo mas sim estas regras de conduta quer sejam em competição ou num ambiente mais casual.

Falso,

o empate vem previsto nas regras do xadrez.

 

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comentario

Obrigado pela sua explicação.

Mas de facto, acho q substima bastante a negociação deste jogo. Para mim, o jogo vive basicamente da negociação, que vai para além do que disse (como calculo q saiba).

O jogo tem uma componente importante de sorte, com a qual temos que lidar (isso até anima o jogo), mas não concordo que o jogo seja de sorte.

Nada a agradecer

Eu é que agradeço o tempo que dedicou à sua leitura.

Esperava que discordasse, como disse no outro tópico. Também conto que, se der oportunidade a outros jogos, venha a concordar...

Em relação à negociação, mantenho tudo o que disse.

Sugiro-lhe que, se o seu interesse reside em jogos de negociação, procure conhecer o Chinatown ou Bohnanza que assentam completamente nessa mecânica, não levam à eliminação de jogadores e se jogam em bem menos de uma hora. Uma outra opção será o Settlers of Catan onde a negociação realmente faz sentido. Ao contrário de Monopólio, neste os jogadores negoceiam entre recursos que podem ter valores diferentes conforme as necessidades e capacidades de produção de cada um e negociar não faz só sentido quando se está à beira de perder, aliás, quando alguém se aproxima de ganhar, vê que os outros negoceiam mais entre si e evitam dar-lhe os recursos de que ele precisa...

Enfim... Não estou a tentar convencê-lo a deixar de gostar de Monopólio. Simplesmente a que dê oportunidade a outros jogos e avalie por si mesmo as qualidades e defeitos de cada um.

 

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tommynomad

Re:

caro Pedro,

Você percebe mais de jogos q eu, e respeito isso. Mas continuo a achar que em relaçao ao Monopoly nao vê a negociação tal como eu a vejo.

Nao é uma forma de os mais fracos tentarem dar a volta ao jogo, nem de se unirem contra alguém. É uma forma de conseguir-mos algo, pois nao podemos estar à espera da sorte.

Em relação à saida de jogadores à medida que perdem, pode ser um defeito do jogo, mas já a sua elevada duração, nao é por si mau.

Abraço.

 

 

Resumindo não é um jogo,

Resumindo não é um jogo, é um brinquedo.

 

Ter pessoas a jogar ou um BOT é exactamente igual (tirando o factor convivio)

Capacidade estratégica.

Normalmente as pessoas que se refugiam na sorte, reduzindo as coisas à mesma

fazem-no por revelarem uma incapaciade para fazer face ao desafios que se lhes deparam.

Neste caso e mais concretamente, falo duma limitada capacidade de negociação que tem como

consequência a natural posição redutora de adjectivar o jogo como altamente dependente de sorte.

 

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Como ler?

Gostaria de ler a review, mas não sei como? Não deveria logo aparecer o texto? Pois não me aparece, apenas os comentários.

Obrigado

Problema com a BD, provavelmente...

Boas,

Obrigado pelo interesse no artigo.

Não me tinha apercebido de que faltava o texto.

Deve ser um problema resultante da avaria que houve na base de dados do AbreOJogo há uns meses.

Vou tentar ver se algum dos magos de MySQL da equipa de administração consegue resolver.

Se não der, posso tentar fazer um pequeno resumo de memória... Genericamente, não é uma apreciação positiva.

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Parece que já está...

Parece que já está. Foi preciso editar e re-submeter...

Bem ou mal, tens aí o conteúdo da review. Talvez agora os comentários façam mais sentido... pelo menos alguns. wink

Espero que gostes!

Já agora, se mais alguém detectar este tipo de problema noutros artigos, por favor comentem a mencionar isso para os autores poderem editar e gravar de novo para voltar a aparecer.

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Mais

Mallgur escreveu:

Parece que já está. Foi preciso editar e re-submeter...
Bem ou mal, tens aí o conteúdo da review. Talvez agora os comentários façam mais sentido... pelo menos alguns. wink

Espero que gostes!

Já agora, se mais alguém detectar este tipo de problema noutros artigos, por favor comentem a mencionar isso para os autores poderem editar e gravar de novo para voltar a aparecer.

Uma boa review, sem dúvida. Trata-se de um jogo de sorte, pelo que haverá sempre quem gostará de o jogar. Aliás, eu não gosto muito de jogos de sorte - até os evito - mas seria interessante saber se, no segmento de jogo de sorte, qual deveria ser a pontuação do monopoly. Se calhar, até aí cairia para o fim da tabela.
Quanto ao sucesso deste jogo, e sem me atrever a apontar questões "técnicas", tenho a ideia que nos tempos da nossa infância e adolescência não era fácil comprar (ou conhecer) outros jogos, pelo que se foi adulterando as regras deste jogo para manter as pessoas a jogar o mais tempo possível. E o facto de haver competições anuais deste jogo ajudou a contenda.
A lógica tão simples e boa de se jogar vários jogos, por diversão e para se abrir horizontes, apenas existe para alguns jogadores - como os aqui representados neste site por exemplo - , que não representa a maioria (longe disso) dos compradores deste jogo.
Seja como for, julgo que o monopoly irá persistir. O que não deverá, de modo algum, perturbar aqueles que querem conhecer e jogar bons jogos. Para esses, a opção de não escolher jogar o monopoly é tão natural (e utilizando a comparação da Coca-Cola)...como a sua sede.

Aproveito, ainda, para pedir o favor de (re)lançares a review do Louis XIV.

Obrigado!

Yes Master escreveu: Para

Yes Master escreveu:

Para esses, a opção de não escolher jogar o monopoly é tão natural (e utilizando a comparação da Coca-Cola)...como a sua sede.

Isso não era a água do Luso, bem melhor que a Coca-Cola, aliás?

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tommynomad

Monopólio

Porque devemos deixar de detestar o Monopólio? Podem ver uma opinião AQUI.
 

 

Designer Kelsey Domeny explains why gamers should stop hating on Monopoly:
I think we gamers and game designers can jump too quickly to scoffing at mainstream games. But we owe a lot to them. Monopoly really is a bridge from the world of no games to the world of hobby games. If we are to grow our industry, we must be willing to sit down with people who love Monopoly and enjoy a game of Monopoly with them. When we start where they are comfortable and show them we can have fun on their turf, they will be more likely to try our "gateway games" and enter into the world of clever design and cool mechanics.

Existe depois um utilizador que fez um comentário que também me pareceu interessante:
 
Monopoly as a game was a trendsetter 80 years ago that no one quite saw.

Monopoly introduced "auctions"
Monopoly introduced "trading"
Monopoly introduced "player elimination"
Monopoly introduced "theme"

Most games prior to Monopoly had very little, let alone all, of these components. Who can argue that Monopoly isn't a more unique, different, and innovative design than say, Go, Mancala, or Chess?

I think people despise what they don't understand. Monopoly, taken at its core, was the most innovative design of the 20th Century when it was created - it should be treated with respect, rather than derision.

Now, Monopoly deserves derision and hatred for other reasons, most notably because Hasbro has diluted the brand. It also deserves ridicule because of the number of house rules that have been introduced to the game over the years. Honestly, do you think people would like Chess if it included a "house rule" whereby, for example, after you lose four pawns, you can re-introduce any previously captured piece to the board? If that were possible, people would hate Chess, too.

Stop the hate on Monopoly - especially if it can be seen as a compromise to get others into the hobby. No point in making boardgaming a "hobby for snobs".