Dune - Nova Tradução para português

Retrato de Rick Danger
Duna

Era só para avisar o interessados no universo do Dune de Frank Herbert, que saiu recentemente uma nova tradução para português deste grande livro (pela editora Saida de Emergência).

Tal como seria de esperar a nova tradução está incomparavelmente melhor do que a antiga edição da Livros do Brasil.
E vem num unico volume!
(que diga-se de passagem é algo volumoso demais, especialmente para ler nos transportes publicos)

 

Pontos menos bons para mim:

  • O preço, 21.47€ directamente da editora mesmo com a oferta dos portes é um bocado elevado.
  • A tradução de algumas palavras para português que soam estranhas a quem já está habituado ao livro original, nomeadamente o titulo, "Duna" em vez de "Dune" e outras como "levatudo" em vez de "carryall"...
  • O facto de ser o primeiro livro que leio já com o novo acordo ortográfico, e ter de olhar várias vezes para palavras como espetacular, ação, etc...

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GP

 

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Se bem que para ser totalmente justo,

sei que as editoras tem mesmo que começar a obedecer ao novo acordo ortográfico, e sei que a opção de traduzir "Dune" para "Duna" é perfeitamente aceitável e está dentro do espirito do livro original, e também sei que as tiragens/vendas de livros de ficção cientifica em portugal são bastante baixas portanto o preço tem de ser elevado para compensar.

Portanto, como se costuma dizer, só compra quem quer.
Eu por mim dou-me por satisfeito por ficar-mos com uma edição bastante melhor do que as que haviam.

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GP

gpires escreveu: e

gpires escreveu:
e também sei que as tiragens/vendas de livros de ficção cientifica em portugal são bastante baixas portanto o preço tem de ser elevado para compensar

Embora seja verdade que as tiragens de livros de FC em Portugal sejam mínimas, não é verdade que os preços sejam mais altos para compensar. Não só não é verdade, como é uma parvoíce muito grande.

Só falando em autores portugueses, basta comparar com livros de culinária (ex: Mafalda Pinto Leite, qualquer uma 25€, vende como ginjas) ou ficção (Isabel Stilwell, qualquer um a 25€, vende como ginjas, Miguel Sousa Tavares e José Rodrigues dos Santos, qualquer um com pelo menos 3 livros editados, todos eles à volta de 25€).

Mesmo os livros traduzidos são caros: Nora Roberts vende a 20€, Roberto Bolaño vende o seu brilhante 2999 a 30€. Isto para dar 2 exemplos completamente distintos, e dou mais um: qualquer livro da Stephenie Meyer vende por 20€.

Vale a pena continuar?

E isto sem pensar que o IVA nos livros é só 6%, agora é fazer o exercício e pensar se por acaso chegar aos 21€. A cultura é MUITO CARA em Portugal. Demasiado, se me perguntam.

--~~--

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Presumo que tenhas um

Presumo que tenhas um conjunto concreto de dados fiáveis e imparciais a que possas recorrer assim que classificas uma ideia como sendo "uma parvoíce muito grande", certo? :P

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Queres dados?

Duna, 21,47€, 576 páginas.

Os dados do Rui.

Os livros escolares, com edições de dezenas de milhares de cópias e vendas garantidas antes de serem impressos (sei do que falo, com 3 putos em casa andei nesse negócio esta semana).

Novas edições de livros que adoro como os do Salgari (umas 150 páginas reais; preço, 15€; custos de direitos de autor, zero; custos de tradução, zero).

Livros infantis quase sem texto e carregados de ilustrações manhosas a preços de ladrão.

O Rui tem toda a razão, eu nem vi o Duna mas concordo com ele que é uma parvoíce muito grande dizer que é caro.

Livros de fantasia portuguesa escritos por putos sem talento literário (não merecem ser chamados escritores), sem o mínimo de criatividade.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Vide meus comentários

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smascrns escreveu: Os

smascrns escreveu:

Os livros escolares, com edições de dezenas de milhares de cópias e vendas garantidas antes de serem impressos (sei do que falo, com 3 putos em casa andei nesse negócio esta semana).

São vendas garantidas para quem as garantiu. E para isso é preciso gastar dinheiro em exemplares para avaliação por cada escola (conta aí com uns dois exemplares por cada escola portuguesa), exemplares de oferta para os professores, sessões de promoção junto dos professores, sessões de formação de professores, brindes e materiais educativos para professores, patrocínio a iniciativas escolares, manutenção de redes de delegados comerciais para e nas escolas, CDs, sites, fotocópias, etc. etc. No caso dos manuais não estás só a pagar o manual em si, estás a pagar toda a promoção prévia que faz com que ele seja adoptado.

smascrns escreveu:

Novas edições de livros que adoro como os do Salgari (umas 150 páginas reais; preço, 15€; custos de direitos de autor, zero; custos de tradução, zero).

Custos de venda em retalho: 5 euros; custos de distribuição: 2 euros, custos de design, paginação, revisão, impressão e promoção: 3-4 euros. Impostos (IVA + IRC + SS): 2 euros. Margem de lucro: 2-3 euros. É muito?

smascrns escreveu:

Livros infantis quase sem texto e carregados de ilustrações manhosas a preços de ladrão.

Os livros infantis costumam custar cerca de 10 euros. Não têm muito texto, é verdade. Mas têm ilustrações (os desenhadores, sejam bons ou maus, também têm direito a ganhar a vida) a cores, capa dura, papel de boa gramagem, impressão a cores e alguns até têm aquelas chinesisses de imagens em movimento, buracos no livro, desdobráveis e outros formatos esquisitos que encarecem bastante a produção gráfica do livro. Muitos também têm desenhos animados ou filmes associados, cujos direitos se cobram caros.

Eu sei disso tudo e é por

Eu sei disso tudo e é por saber isso que não me passa pela cabeça dizer que é cara a edição de um livro de 500 e tal páginas por 21,47€ em primeira edição, com tradução nova, etc. e tal.

E quanto aos livros escolares, são caros, sim, mesmo contando todos os custos que indicas. Já agora, vale também a pena levar em consideração que os livros escolares têm uma abordagem financeira absolutamente diferente dos outros livros (o encaixe é quase imediato, não se distribui no tempo) e têm uma percentagem importante de vendas directas (ou seja, onde o editor mete ao bolso a margem para o livreiro).

Os Salgari também pois o trabalho foi praticamente o de pôr o OCR a funcionar, o resto não justifica 7 a 8€ de custos (estou, é evidente, a descontar a margem para livreiro). (A verdade é que o mercado dos livros que caíram no domínio público é uma mina para quem o quiser explorar. Há uma editora na Índia que se especializou em livros de história indo-portuguesa, em português. Não há praticamente lá quem os consiga ler - ou que os compre. Quem os compra são tugas de passagem, historiadores e bibliotecas. O investimento é reduzidissimo mas os preços são um absurdo em termos indianos. Vendem que se fartam, é dinheiro em caixa.)

Já os livros infantis, depende - não raro são mesmo apenas constituídos por «production values» sem qualquer conteúdo associado.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

A cultura não é cara. O

A cultura não é cara. O custo de vida é que é caro.

Repare-se que o preço de capa não vai todo para a editora. Uma grande percentagem do preço de capa vai para:
- distribuidora (15% do PVP)
- autor (10% PVP)
- livraria (30-40% PVP)

O que sobra uns 30 a 40% para a editora custear:
- Custo da compra dos direitos de publicação para Portugal
- Custo da tradução
- Custo da revisão
- Custo da paginação
- Custo do design da capa
- Custo da gráfica
- Custos operacionais (escritório, funcionários, contabilidade, IRC, licenças de software,
- Ter alguma margem de lucro.

É caro o livro?

Tu realmente não tens ideia

Tu realmente não tens ideia de quanto custa um livro ao editor, pois não?

Digo-te que anda por volta dos 2€, um livro do Miguel Sousa Tavares, que se vende por 25€.

Vou repetir, a ver se toda a gente percebe:

Um livro é caro.

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Estás enganado. Custa dois

Estás enganado. Custa dois euros ao editor IMPRIMIR o livro. Mas ao contrário do que pareces pensar, a gráfica não é a única que tem de ganhar dinheiro com o livro. Sabias, por exemplo, que os direitos de publicação de um autor americano de FC normal podem rondar os 3000 euros? 3000 euros. E se for um autor best-seller pode chegar aos milhões de euros. Ora se fizeres uma tiragem de 1500 exemplares (que é o normal), dois euros do preço são só para pagar os direitos de publicação em Portugal.

Agora soma-lhe todas as outras despesas que indico no comentário anterior (que nitidamente não te deste ao trabalho de ler) e logo vês se o livro custa dois euros ao editor!

Li, e sinto-me ofendido que

Li, e sinto-me ofendido que penses que não, como se fosse saltar para uma discussão sobre livros sem ter conhecimento de causa.

Tu pareces não ter em conta o facto de que a grande maioria das editoras em Portugal já não trabalhar como uma ilha, dependendo de terceiros para prosperar.

A Leya, que é o maior grupo editorial em Portugal, tem no seu grupo e em Portugal as seguintes editoras:

Academia do Livro, Asa, BIS (edições em bolso), Caderno, Caminho, Casa das Letras, D. Quixote, Estrela Polar, Gailivro, Livros d'Hoje, Lua de Papel, Nova Gaia, Oficina do Livro, Quinta Essência, Sebenta, Teorema e Texto.

Só em Portugal, e não têm lojas (ainda).

A Bertrand tem, entre outras:

Alêtheia, Bertrand, Chá das Cinco, Saída de Emergência.

E a Bertrand tem a maior rede de livrarias em Portugal.

Tu achas mesmo que um livro a qualquer uma dessas editoras, principalmente às do grupo Leya que têm as suas próprias gráficas, custa mais do que 2€?

Tu achas que essas editoras pagam o mesmo para imprimir um livro do que paga, por exemplo, a Europa América?

Tu achas mesmo que as livrarias da Bertrand vão pagar alguma coisa às editoras da Bertrand para ter os seus próprios livros à venda?

E, já agora, um autor NUNCA recebe os royalties à cabeça, com a excepção do Miguel Sousa Tavares que é pago ainda antes do livro estar impresso, os autores recebem às vezes até um ano depois do livro estar nas livrarias.

Isto em Portugal, onde somos só à volta de 10 milhões.

Vais para os EUA, e os números são diferentes, para mais altos, claro, porque eles SÂO MUITOS MAIS!

Nos EUA, qualquer marmelo consegue sobreviver a escrever porque as tiragens são ridiculamente superiores. Sobreviver, porque 3000€ é peanuts e mal dá para 5 meses; esqueces-te que antes desses 5 meses, estão meses para trás em que se escreve sem receber um tusto.

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Rui escreveu: Li, e

Rui escreveu:
Li, e sinto-me ofendido que penses que não, como se fosse saltar para uma discussão sobre livros sem ter conhecimento de causa.

Lamento, mas estás bastante mal informado.

Rui escreveu:
Só em Portugal, e não têm lojas (ainda).

Têm sim. Em Lisboa ou no Porto há lojas com a marca Leya bastante visível. No entanto, são lojas pequenas, mais vocacionadas para apoio aos professores que adoptam os seus manuais escolares.
Ah, e também as primeiras máquinas de vendas de livros, que já existem em algumas estações de comboio (pelo menos).

Rui escreveu:
A Bertrand tem, entre outras:

Alêtheia, Bertrand, Chá das Cinco, Saída de Emergência.

Se estiveres a falar da distribuidora Bertrand, sim, tem acordos com estas empresas para distribuir os livros delas pelo país. Se estás a falar da Bertrand Livrarias e Editora, não tem nada a ver com a Alêtheia e a Saída de Emergência, que são empresas independentes.
Finalmente, a Chá das Cinco é uma chancela da Saída de Emergência virada para o público feminino. (Uma chancela é uma marca diferente que se põe nos livros para não confundir o público, mas os livros são feitos exactamente pelas mesmas pessoas).

Rui escreveu:
Tu achas mesmo que um livro a qualquer uma dessas editoras, principalmente às do grupo Leya que têm as suas próprias gráficas, custa mais do que 2€? Tu achas que essas editoras pagam o mesmo para imprimir um livro do que paga, por exemplo, a Europa América?

Tanto quanto sei, a Leya não tem gráficas próprias. E sim, pagam. A maioria dos livros são impressos onde fica mais barato (ou seja, na China). E para as gráficas chinesas, que trabalham com as grandes editoras anglo-saxónicas, a Leya é um anão.

Rui escreveu:
Tu achas mesmo que as livrarias da Bertrand vão pagar alguma coisa às editoras da Bertrand para ter os seus próprios livros à venda?

Claro que sim! As livrarias da Bertrand têm de pagar uma fortuna em aluguer nos centros comerciais, em luz, em salários e em horas extraordinárias. Se não ganharem a sua margem com os livros que vendem vão há falência.

Rui escreveu:
E, já agora, um autor NUNCA recebe os royalties à cabeça, com a excepção do Miguel Sousa Tavares que é pago ainda antes do livro estar impresso, os autores recebem às vezes até um ano depois do livro estar nas livrarias.

Exacto. Só que esses royalties têm de ser pagos e têm de ser incluídos no preço final

Quase...

neonaeon escreveu:
A cultura não é cara. O custo de vida é que é caro.

Quase, quase exacto. Mais precisamente, a cultura não é cara. Nós é que ganhamos pouco.

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Eu também estou bastante

Eu também estou bastante agradado com esta nova edição e tenho que ser sincero as opções de tradução não me chateiam muito. Mas hey, eu leio o "Jogo de Tronos" em português e ainda não me passou pela cabeça comprar em inglês.

No meu caso facilitou ter ganho uma cópia do livro num concurso que a editora promoveu no fórum deles. É da maneira que não compro o livro de novo, pois tenho-o em inglês, e assim empresto aos possíveis interessados. :)

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Eu presumi que era do

Eu presumi que era do conhecimento público o meu local de trabalho e profissão; mas, mesmo assim, parece-me uma conclussão apressada dizer que tiragem dos livros de FC é baixa e por isso os preços são mais altos.

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Nope, não é público. E

Nope, não é público. E achares isso é uma "grande parvoíce". :P :)

Também suspeito que seja uma afirmação errónea a do gpires. Nem tudo se baseia na lei da oferta e da procura. Existem produtos que têm o preço que os leitores esperam que o objecto mereça em qualidade.

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Lamento, mas não deixa de

Lamento, mas não deixa de ser verdade. :-)

Mesmo que o tu dizes " Existem produtos que têm o preço que os leitores esperam que o objecto mereça em qualidade" é pura especulação (lá está, para não dizer parvoíce, mas a ti conheço já há vários anos): a crítica especializada (ou seja, pessoas que têm por obrigação saber do que falam) não reconhece qualidade a Isabel Stilwell, Margarida Rebelo Pinto ou Nora Roberts, mas não é por isso que os livros delas deixam de vender.

Numa nota pessoal, pensei que agora o Abre o Jogo estava diferente, que se podia falar sobre tudo e ofender sem olhar a quem; pelos vistos enganei-me, ou é só por ser eu?

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Rui escreveu: Numa nota

Rui escreveu:
Numa nota pessoal, pensei que agora o Abre o Jogo estava diferente, que se podia falar sobre tudo e ofender sem olhar a quem; pelos vistos enganei-me, ou é só por ser eu?

Isso é só na Amiga da Onça. No resto, o Abre o Jogo continua igual a ele próprio.

Mas lá está, na minha

Mas lá está, na minha opinião, dado que me conheces e portanto usufruis da minha confiança e afinidade podes (em teoria porque de certeza que um dos teus personagens irá morrer arbitrariamente numa das histórias que eu correr, LOL) acusar algo que eu diga como sendo "uma grande parvoíce".

Como te disse eu até concordo contigo mas expresso a minha opinião de maneira moderada e conservadora porque e só porque posso estar enganado. Eu sei... parece impossível mas pode acontecer. :P

Numa nota pessoal também: eu não "sou" o AbreoJogo por inteiro por isso o que eu acho ou digo aqui vale o que vale. E será que alguém realmente ficou ofendido por tal? Não sei. Eu pelo menos não fiquei.

Mas por acaso acho que há contextos apropriados para tudo neste site. Serei uma má pessoa por pensar tal? :)

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Faltou-me o disclaimer a

Faltou-me o disclaimer a vermelho. Ainda o ponho por omissão na minha sig, e assim posso ofender descaradamente e a meu bel-prazer. ;-)

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Pelo que constatei pelo

Pelo que constatei pelo "costume" que tem sido adquirido por aqui nos últimos tempos podes tentar fazê-lo num thread que abrires por tua própria conta.

Não garanto que possas ofender pessoas à vontade sem repercussões ou pelo menos não mais do que aquelas que a sociedade é capaz de aplicar.

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Atençãozinha

É uma daquelas coisas que me irritam na net e lá estás tu a cair na asneira.

Dizer «é uma grande parvoíce» não é sinónimo de dizer «é(s) um grande parvo».

A primeira frase é acerca do argumento, não é sobre a pessoa. Não é um insulto pessoal, é um ataque, talvez grosseiro e seguramente infundado se não for acompanhado da devida fundamentação, a um argumento.

A net seria bem mais civilizada se as pessoas compreendessem que o que dizem daquilo que elas dizem não o dizem delas.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

smascrns escreveu: É uma

smascrns escreveu:

É uma daquelas coisas que me irritam na net e lá estás tu a cair na asneira.

Dizer «é uma grande parvoíce» não é sinónimo de dizer «é(s) um grande parvo».

A primeira frase é acerca do argumento, não é sobre a pessoa. Não é um insulto pessoal, é um ataque, talvez grosseiro e seguramente infundado se não for acompanhado da devida fundamentação, a um argumento.

A net seria bem mais civilizada se as pessoas compreendessem que o que dizem daquilo que elas dizem não o dizem delas.

Sérgio Mascarenhas

Concordo. Daí eu pedir uma maior fundamentação sem sequer ter falado em ofensas.

E claro que tudo no mundo podia ser melhor e mais civilizado se as pessoas fossem aquilo que nós queremos que elas sejam. Mas de certeza que não é devido a esta conversa que elas vão mudar, certo?

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Descarrila só mais um bocadinho

E que tal abrir um tópico novo para discutir discussões de internet em vez de continuarem a descarrilar este?

Mas que grande caldeirada de trutas de areia que vai para aqui.

Oh meus amigos, não havia necessidade disto.

Em primeiro lugar não me sinto minimamente ofendido com questão do "é uma parvoíce muito grande".

 

Não sou economista, nem editor, nem tenho nada a ver com esse ramo, portanto quando digo que 21 euros é caro, é simplesmente baseado no facto de o preço normal dos livros que compro andarem pelos 16 ou 17 euros.

Sim, admito que não costumo comprar Isabel Stilwell, Miguel Sousa Tavares, José Rodrigues dos Santos nem Stephenie Meyer, portanto só me posso basear naquilo que compro.

A extrapolação que dai fiz para "as tiragens/vendas são baixas, logo os preços tem de ser mais altos para compensar", é um bitaite inconsequente daqueles de treinador de bancada que não sabe dar um pontapé na bola.

 

Como o jmariano disse, e muito bem, eu só tenho um conhecimento teorico muito basico sobre a lei da oferta e da procura, e portanto não faço ideia como é que as coisas funcionam no mundo real.

 

Como seria de esperar não conheço o Rui, nem sei em que é que ele trabalha, mas independentemente disso ele tem direito à sua opinião e se ainda por cima está por dentro do negocio melhor ainda.

 

Agora aquilo que não vale a pena é zangarem-se por causa disto.
Tenham calma e aproveitem o bom tempo, se continuam assim ainda apanham uma ulcera ou coisa que o valha.

--
GP

Eu tenho a edição Inglesa

Eu tenho a edição Inglesa do Dune (tomem lá, que não ando a ler sobre a Duna), e custou-me (versão de 500 páginas) 18 Aerios aqui à uns anos.

Capa dura, verdade, mas mesmo assim, a diferença é que? 3 euros?

O preço em termos de comparação com outros livros tugeses está excelente. Tipo, pagam 16 Euroes no mínimo por 200 (se tantas) páginas de prosa melosa e delambida das romancistas da berra. Por 21 tem 500 páginaas de SciFi da melhor. A Saida está de parabéns, sim senhor!

E acho que Portugal tem uma tendência a lentamente reduzir os preços dos livros - aqui à uns anos (praí 5 ou 6), o senhor Ferramosca falou-me das Brumas de Avalon e fiquei interessada... fui investigar e descobri que eram 4 volumes...a 3500 escudos cada. Amaldiçoei a vida, e cravei os dois primeiros volumes ao meu pai. Passado uns anitos, o Rick Danger ofereceu-me a versão inglesa que, afinal, era um só livro (os tugas por algum motivo tinham medo de assustar as pessoas com um volume muito grande, se calhar) e custou, ao que parece, cerca de 16 euros -- pelas 900 páginas. Enquanto que a versão tugesa (que ainda anda por ai com o mesmo preço) cobrava 14 contos (sim, não estão a ler mal) aka 70 Aerolios pela obra completa.

 

Visto que a diferença do original para a edição portuguesa do Dunas... digo Duna é quase mínima, acho que o preço não é um dos pontos fracos, mas sim um dos pontos fortes! Assim não há desculpa para não ter um dos clássicos da SF.

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RPGénesis 2010: "Sete Dias de Criação" - Uma Semana a Escrever RPGs

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http://www.abreojogo.com/files/rpgenia.jpg

Eu Escrevi Um RPG Numa Semana!

vídeo promocional

LadyEntropy escreveu:
para a edição portuguesa do Dunas...

Hehe...

gpires escreveu:
Pontos menos bons para mim:

  • O preço, 21.47€ directamente da editora mesmo com a oferta dos portes é um bocado elevado.
  • A tradução de algumas palavras para português que soam estranhas a quem já está habituado ao livro original, nomeadamente o titulo, "Duna" em vez de "Dune" e outras como "levatudo" em vez de "carryall"...
  • O facto de ser o primeiro livro que leio já com o novo acordo ortográfico, e ter de olhar várias vezes para palavras como espetacular, ação, etc...

Estes são alguns dos motivos porque já não compro livros de autores anglófonos traduzidos. Prefiro, e fica-ma mais barato, mandá-los vir dos muitos sites de venda de livros no Reino Unido.

Neste caso particular o segundo ponto não me surpreende. A qualidade das traduções tem vindo a decair de forma escandalosa, especialmente em edições para mercados mais "alternativos". Claramente esta é uma edição feita por quem não é apreciador de FC. A capa com uma figura claramente evocativa do Imperador do Star Wars (um insulto para qualquer obra de FC que se preze) foi logo dos primeiros sinais.

O terceiro ponto é talvez aquele porque vou simplesmente deixar de comprar livros editados naquilo que já foi Português...

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Atenção que eu não digo

Atenção que eu não digo que a tradução é má, ou tem falta de qualidade.

 

Até acho que está uma tradução bastante boa.

Só por uma vez vi um nome com umas letras trocadas, mas de resto não detectei mais nenhuma falha nem alteração de significado, e todos os conceitos utilizados me pareceram correctos e fieis às palavras originais escolhidas por Frank Herbert. 

Uma pequena gralha em 500 paginas parece-me perfeitamente aceitável.

 

O que acontece, no meu caso, é que já estou tão habituado a ouvir as palavras em ingles que a sua tradução me soa estranho.
Isto vem não só da leitura do livro em inglês, mas também de horas a mais em frente a um pc a jogar Dune II, e as suas sequelas.

Mas isto não quer dizer que tenha sido tomada a opção errada ao traduzir "carryall" para "levatudo" .

Aliás, teria sido muito menos trabalhoso do ponto de vista do tradutor manter essas palavras como anglicismos, do que tentar procurar palavras em português que sejam fieis ao conceito presente no original.

 

Para quem vai ter contacto com a obra do Frank Herbert pela primeira vez, isto não será um problema e acho que as novas gerações de leitores FC ficam muito bem servidas com esta edição.

 

--

GP