Spin-offs: Avatar

Retrato de Rick Danger

Isto vai aparecer em formato de RPG mais cedo ou mais tarde. Mesmo que não seja licenciado, vai haver uma ou mais versões feitas por fãs, várias adaptações para RPGs já existentes (a começar por D&D), regras em algum jogo por fórum ou chat e talvez até um jogo original. O artwork feito por fãs já está bastante bom.

Sendo um pouco mauzinho, eu quase diria que os filmes/livros que mais naturalmente originam RPGs são aqueles que têem um ambiente fabuloso, uma história fraquita e personagens estereotipadas. Assim, não há qualquer preocupação em honrar a ficção que já aconteceu na narrativa original. À partida, qualquer coisa que se jogue num RPG consegue ter uma história mais interessante e personagens mais desenvolvidas que as do Avatar. O setting, por outro lado, dá muito jeito, com destaque para a ligação psico-biológica que dá para estabelecer com practicamente qualquer elemento da natureza.

Uma sugestão para as regras: lá a Neytiri no filme faz o favor de só falar em fluxos de energia sem entrar em grandes detalhes. Esta ideia da energia que serve para tudo faz-me lembrar os drama dice do jogo da Lady Entropy. Neste caso, é mesmo algo que flui para dentro e para fora da personagem da forma tão ultra-ecológica que este ambiente apresenta.

Ah, sim e sugiro que seja o Na'vi Roleplaying Game e não o Avatar Roleplaying Game. Para jogar com humanos, prefiro um belo Carnage Among the Stars e limpam-se estes estrunfes élficos ainda antes do pequeno-almoço, Paradise Bomb e vamos embora ;)

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Rick Danger escreveu:

Rick Danger escreveu:

Sendo um pouco mauzinho, eu quase diria que os filmes/livros que mais naturalmente originam RPGs são aqueles que têem um ambiente fabuloso, uma história fraquita e personagens estereotipadas. Assim, não há qualquer preocupação em honrar a ficção que já aconteceu na narrativa original. À partida, qualquer coisa que se jogue num RPG consegue ter uma história mais interessante e personagens mais desenvolvidas que as do Avatar.

No alvo. E não é ser mauzinho. Afinal, os universos criados para jogos assentam precisamente nessa premissa, mais ficção curta de segunda ou terceira categoria, menos essa ficção.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Estava a lembrar-me do

Estava a lembrar-me do Elric, que assenta como uma luva: excelente universo, histórias que eram uma fraca imiktação do Conan, personagens densas como uma folha de papel.

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

Bem...

Não podia discordar mais. :P

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Com o universo, história

Com o universo, história ou personagens? Ou os 3?

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

Felizmente não...

Na minha opinião o universo fictício é rico e as histórias e as personagens são interessantes (mesmo sendo elas próprias uma evolução do Sword & Sorcery). Além de que o tipo de anti-herói representado pelo Elric foi algo de bastante inovador para o género e o facto deste estar inserido no multiverso das criações do Moorcock. Claro que existem estórias melhores que outras tais como as do Conan. A primeira estória por ordem cronológica (Elric de Melniboné se não estou em erro) não é a melhor por exemplo.

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Pois, eu li as primeiras e

Pois, eu li as primeiras e não gostei. Elric passava-se o tempo todo a lamuriar, a escolher acções que sabia que iam ter mau resultado e depois queixava-se do destino. Mas é provável que tenham melhorado, só que não tive paciência para as ler.

O fardo do homem branco? Parece-me mais a nostalgia de quem teve o dominio e o perdeu do que quem tem responsabilidades para proteger as raças inferiores e se sacrifica (essa visão parece-me mais adequada aos elfos do senhor dos aneis).

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

kabukiman escreveu: O

kabukiman escreveu:

O fardo do homem branco? Parece-me mais a nostalgia de quem teve o dominio e o perdeu

Mas é exactamente isto! Elric é, no seu universo, como um colonialista após a descolonização. Deixou de ser útil, representa um universo grandioso mas passado, não há mais lugar para ele. Tudo o que faz corre mal, como não podia deixar de ser, pois só sabe aplicar receitas que não têm mais cabimento. E nem sequer pode ter nostalgia ou orgulho naquilo que representou/representa pois o passado de que é herdeiro é vilipendiado e temido por todos. Resta-lhe apenas a sua superioridade tecnológica (a feitiçaria e Strombringer), mas esta acaba por o trair continuamente. Além disso, está no meio de dois poderes maiores, na tentativa impossível de os conciliar (a Lei e o Caos como metáforas da Guerra Fria).

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Tudo depende de como se

Tudo depende de como se lêem as histórias do Elric. Eu, por exemplo, lembro-me sempre que foram escritas após a queda do império Britânico e a fúria da descolonização, com todos os seus traumas. Por isso vejo sempre no Elric o White Man ainda a carregar o seu Burden depois de ter sido mandado para o desemprego... Parece-me que há ali uma forte metáfora política mas posso ser só eu a delirar.

Sérgio Mascarenhas

Sérgio

Cruzes credo

Fui ver isto ontem e saí deprimido. Se isto representa "a nova era do cinema" estamos bem tramados...

 


Top10:

Oh Rick deixa-te disso, o

Oh Rick deixa-te disso, o filme já é mau só por si, acho melhor não tentar desafiar mais a sorte criando um RPG para ele hehe.

De qualquer modo, para tree-huggers tens sempre os Werewolf: The Apocalipse/Frosaken e Lunar Exalted :p (ok não são brilhantes, mas sempre é melhor do que elfos azuis do espaço)

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

My two cents

Não sou um role-player, nem sequer nunca joguei nenhum RPG, por isso não me interpretem mal, ok?
Eu gosto de cinema deste os meus quinze anos, quando descobri Samuel Fuller, um dos mais extraordinários desconhecidos autores norte-americanos. De Kurosawa a Chaplin, de Ford a Bergman, já vi muitos milhares de filmes e gosto de pensar que sei alguma coisa de cinema. E não concordo quando dizem que Avatar é mau ou fraquinho. Tem defeitos, que os tem. A narrativa não sendo original, é sólida. As personagens, não sendo densas, estão bem escritas. Tecnicamente, não haverá nada a dizer, os efeitos são do melhor que já vi. Tudo isto somado dá um bom filme, coerente, fluído, com bons ritmos. Se somarmos a isto o efeito 3D, então fica uma experiência cinematográfica única, um festim para os sentidos, um marco.

Quando os irmãos lumiere exibiram o filme "A entrada da locomotiva na estação" que colocava a câmara de filmar no caminha da locomotiva, as pessoas que estavam no cinema começaram a agitar-se e a fugir, à medida que as linhas de perspectiva falsamente conduziam a locomotiva para dentro da sala de cinema. Este pânico, esta impressão da realidade é uma das muitas características que demonstram a natureza do poder da linguagem cinematográfica. Poderia passar horas a falar disto e do chamado efeito Kuleshov, e do espaço e tempo fílmicos, e dos complexos projecção-identificação-transferência, mas o que quero mesmo dizer, é que o filme Avatar e em particular esta experiência em 3D, é notável no impacto que nos cria.
Não é um Jim Jarmush, nem um Woody Allen, claro que não é. É um James Cameron, é como "O Abismo", ou o "Aliens", bem feito, arrojado...

Admito que muitos não gostem do filme, eu gostei. E enquanto experiência cinematográfica, os últimos dois filmes que quase me impressionaram tanto, foram "Rec" e "O Labirinto do Fauno", mas Avatar é... avassalador.

Pode ser que um RPG do Avatar me leve a experimentar com vocês ;)
Bom ano a todos e bons jogos.

 

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"The only way to achieve the impossible is to believe it is possible."
Lewis Carroll in Alice in Wonderland

Vai ser o derail completo.

costa escreveu:

E não concordo quando dizem que Avatar é mau ou fraquinho. Tem defeitos, que os tem. A narrativa não sendo original, é sólida. As personagens, não sendo densas, estão bem escritas. Tecnicamente, não haverá nada a dizer, os efeitos são do melhor que já vi. Tudo isto somado dá um bom filme, coerente, fluído, com bons ritmos. Se somarmos a isto o efeito 3D, então fica uma experiência cinematográfica única, um festim para os sentidos, um marco.

O filme é lindo é, inegável.  Mas isso, meto a xbox a bombar numa televisão com HD e tenho algo semelhante. (E para mim dêem-me HD, não 3D). Mas isto é o trabalho dos informáticos por detrás do filme.

Agora o filme em si? O argumento é arrepiante. Já todos vimos aquele filme, centenas de vezes. As personagens são cinzentas, quase todas inúteis, não crescem, e muitas não trazem nada (compare-se com as do StarWars, por exemplo). São só truques fracos para ir empurrando o plot aos pontapés. Começamos o filme com as personagens que se conhecem há n, por alguma razão a contar a sua vida desde pequeninos, para nos pôr no contexto. A seguir vem a historinha do irmão gémeo que morreu, para meter um tipo ignorante e novo naquele planeta a ficar deslumbradíssimo com aquilo tudo. E seguimos para Dança com Lobos, Last Samurai, Glory, com a batalha final do Planeta dos Macacos.

Imaginação... Temos lobos com som de hienas, cavalos com 5 patas e 4 olhos, dragõezinhos e um dragãozão (que pelos vistos é tão útil como os mais pequenos, mas manda mais pinta), rinocerontes e macacos. Ah, e todos têm porta USB, isso é catita. E depois temos os humanóides (ou humanos jogadores de basket e pintados de azul?), que são um misto de tribo africana com os nativos norte americanos. Temos o ataque desesperado contra um invasor de tecnologia superior (velhinho...), e as cenas de quase-morte em slow-motion com música de médio-oriente no fundo (velhinho...). Temos um americano (como todos os outros terrestres), do sul do país, ignorante, violento, a dizer coisas como "We'll fight terror with terror" (porque se fosse menos óbvio ninguém percebia... ). E árvores de fibra óptica!

Podia continuar por aí adiante. Saí chateado da sala. Não estava à espera de um filme decente, mas ainda me conseguiu desiludir, kudos.

 

É um péssimo filme. Mas muito caro. Tipo titanic.

 

Mas faz o que é pretendido! Vende imenso. Obriga as pessoas a ir ao cinema, pq isto não tem o mesmo efeito no monitor do computador. Podiam era ter arranjado um argumentista. Assim, é como uma mulher carregada de silicone e plásticas...

 


Top10:

Amigos na mesma :)

Eu gostei. E como tinha dito, muitos não vão gostar. Apesar das muitas imperfeições e dos clichés, achei o filme sólido.
Mas é como tu dizes, tem menos claquetes e takes e mais trabalho de computador, isso é bem verdade. Mas eu gostei. Enquanto filme não é de longe um filme brilhante, mas é bom.
Enquanto experiência cinematográfica, é um espanto.

 

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"The only way to achieve the impossible is to believe it is possible."
Lewis Carroll in Alice in Wonderland

hmm

na sei onde viste o invasor de tecnologia superior já que os de tech "supostamente" inferior ganharam, por tanto assumiria que a tech era igual apenas demonstrada de forma diferente

e eskeceste dos leopardos :p

 

ps: pa mim o filme foi and i quote myself "meh" tava a espera de algo francamente melhor

 

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It lives!

Ironia, espero...

Asur escreveu:
O argumento é arrepiante. Já todos vimos aquele filme, centenas de vezes. As personagens são cinzentas, quase todas inúteis, não crescem, e muitas não trazem nada (compare-se com as do StarWars, por exemplo). São só truques fracos para ir empurrando o plot aos pontapés.

 

Espero que estejas a ser irónico porque o Star Wars é dos mais básicos hacks com sucesso da história do cinema... Não há lá nada que não existisse antes e melhor. E deu para seis óperas bufas/westerns classe B espaciais...

Quanto ao Avatar, fui lá na sexta.

Não fui ver um filme, fui ter uma experiência sensorial. Até podia ter tido duas não fosse o casal de imbecis que certa e infelizmente vai procriar mais imbecis, que esteve o tempo todo a falar durante a experiência sonora patrocinada pela Vodafone... Adiante.

Não é um filme original. Não é muito bem interpretado. Transmite a sua mensagem como um mau lutador de boxe que telegrafa os seus golpes e com uma brutalidade tão próxima deste que quase faz com que a mensagem se nos torne detestável. A Sigourney Weaver, única actriz significativa no filme, limita-se a fazer o papel com o ínfimo esforço que isso lhe traz para receber o cheque no final.

Mas nada disso é importante se formos apenas a esperar a experiência do sentido visual. Aí, o filme brilha. A suspensão de descrença é tão bem conseguida que algum tempo depois de estar a ver o filme é mais estranho ver cenas só com pessoas reais que cenas completamente virtuais. É só por isso que vale a pena pagar para o ver... porque não pagamos, neste caso, para que nos ponham a pensar... Para isso afinal, joga-se um bom jogo, não é?

Relaxem, moços. Vão ver o filme se quiserem ter esta experiência... Não vão se querem uma verdadeira obra de arte.

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Gamer profile

Bem dito. Apesar de não

Bem dito. Apesar de não ter gostado do filme claro que reconheço o triunfo técnico que é e ate recomendei a minha mãe que o fosse ver porque sei que ela não percebe patavina de FC e vai gostar de todo o cenário bonito e dos Na'vi a andar dum lado pró outro.

O detalhe irritante; do qual Avatar não é o único culpado e que demonstra um modo de promover cinema hoje em dia, é que o filme não é honesto consigo próprio. Na verdade, mente descaradamente.

Avatar faz-se passar por um filme de FC (não é, é fantasia) com uma profunda e importante mensagem a passar, quando na verdade, e como já foi dito por vários e muito eloquentemente por ti, é uma História, ou melhor, uma História formulada que já foi contada muitas vezes antes, com desempenho de actores sub-par e tão subtil a passar a "mensagem" como apanhar um murro. No final do dia é "light entertainment". Certamente, "arte" é que não é, pelo menos no sentido da palavra que não inclua automaticamente toda e qualquer produção cinematográfica.

O pior de tudo é que a opinião publica parece que sofreu uma lavagem mental e age como se o filme fosse a coisa mais significante desde a descoberta da penincilina, ou algo assim.

As pessoas neste thread que gostaram de Avatar mas reconhecem que no fundo é entretenimento do tipo "pipoca e deixar cérebro na porta do cinema" são uma lufada de ar fresco.

Eu frequento fóruns internacionais de RPGs e FC e fiquei impressionado com as reacções de pessoas supostamente de cultura a cima da media, que comeram a esparrela anzol, linha e cana tão fundo que reagem muito mal quando alguém confessa não gostar do filme e apontam para a sua "verdadeira natureza".

Por exemplo: o facto de não gostar de Avatar já me valeu ser comparado a um Xenófobo militarista e supremacista branco.

Irra...

Noutros fóruns, conversas sobre Avatar descabelam em discussões sobre politica actual, com os detractores do filme a acabarem por ser acusados de não passar de fascistas, porcos capitalistas ou coisas assim.

Não estou a falar de insultos parvos mandados a toa por trolls, mas sim de gente (muitos dos quais conheço como posters a anos) que realmente acha que o facto de alguém não gostar do filme demonstra realmente algo de tenebroso no carácter dessa pessoa.

Houve um idiota que ficou chocadissímo quando disse que o que ainda safava o filme para mim era a personagem do Coronel Miles Quaritch (sim, o mau da fita feio, porco e mau que se deleita a matar os azulinhos) e confessei que iria ver Avatar 2 se ele voltasse (o que segundo os rumores vai acontecer).

O gajo voltou-se com uma diatribe em que não só me acusava (mais uma vez) de ser militarista/xenófobo/etc e categorizou-me imediatamente como a pessoa mais cinematográficamente ignorante do planeta. Isto tudo apenas por eu gostar de uma personagem tipo Rambo? Caramba...

Ainda mais espantoso...esta foi a mesma pessoa que me encomendou e congratulou por um artigo sobre RPGs para a webzine dele. Portanto achava que eu era esperto e respeitava a minha opinião...mas bastou não gostar de Avatar e fiquei reduzido a condição de ignorante obtuso?

Se me permitem uma comparação pouco subtil, a atitude que Avatar tem para consigo é equivalente a um filme porno hardcore que nos tentasse convencer que é uma exploração importante da sexualidade humana.

De filmes inchados com a sua (falsa) importância estamos já fartos...quer dizer, não dos filmes em si mas da atitude messiânica.
Isto faz lembrar aqueles que parece que queriam transformar o filme "Matrix" numa religiao quando este saiu.

No final do dia, o triste e que este quase-fundamentalismo que parece que filmes com "envolutura de menssagem" inspiram torna o debate sobre eles muito mais difícil, e os argumentos perdem-se no meio das acusações ad homine que os fieis fazem aos heréticos.

E nestes termos, não vale a pena falar de cinema; acho eu.

 

Ao menos parece que ainda existem excepções, como este fórum.

Estrelas: o Meu Destino um Blogue dedicado a Traveller RPG - http://vargr-traveller.blogspot.com/

os sinais estão lá todos

Vargr escreveu:
O pior de tudo é que a opinião publica parece que sofreu uma lavagem mental e age como se o filme fosse a coisa mais significante desde a descoberta da penincilina, ou algo assim.

É verdade, mas isso não me surpreende após ter visto o filme. Temos que admitir que este senhor que também fez o Titanic sabe muito bem como fazer um produto de sucesso e este Avatar está muito bem arranjado para que o espectador médio se sinta auto-projectado no heroi, potenciando assim as vendas de action figures, t-shirts, edições especiais, jogos de computador, etc. Apela também directamente à jovem geração digital, aquela que, quando gosta de um filme, mil pessoas ficam a saber através do facebook, mais mil pelo hi5, mais outras dezenas de amigos por sms. O word-of-mouth para esta bela experiência sensorial é muito forte e curiosamente recria a própria inter-comunicação que há entre todas as espécies de Pandora. Esse pequeno truque de simbolismo é o suficiente para dinamitar a mente de muita gente ao ponto de o considerarem uma obra-prima.

Mesmo por aqui, este é - após vários spin-offs neste blogue que já envolveram desde Sandman a Ghost in the Shell - aquele que mais discussão suscitou. Mesmo quem não gosta diz qualquer coisa acerca de como o filme é visualmente espectacular.

 

Hitchcock tinha razão...

Vargr escreveu:

Houve um idiota que ficou chocadissímo quando disse que o que ainda safava o filme para mim era a personagem do Coronel Miles Quaritch (sim, o mau da fita feio, porco e mau que se deleita a matar os azulinhos) e confessei que iria ver Avatar 2 se ele voltasse (o que segundo os rumores vai acontecer).

 

Já dizia Hitchcock que quanto melhor o vilão, melhor o filme. Quer isto dizer que um herói só é herói se enfrentar alguém tão ou mais inteligente / mau / superior / etc. a ele próprio. Dito isto, é perfeitamente viável torcer pelo mau da fita ou, pelo menos, apreciar a dita personagem. Veja-se, por exemplo, Hannibal Lecter (no Silêncio dos Inocentes) ou Hans Gruber no Assalto ao Arranha Céus. Os dois fazem o filme. Mais uma vez confesso que ainda não vi o filme mas já vi por aí uma crítica algures em que a personagem do tal Coronel era um vilão à maneira.

Mallgur escreveu: Asur

Mallgur escreveu:

Asur escreveu:
O argumento é arrepiante. Já todos vimos aquele filme, centenas de vezes. As personagens são cinzentas, quase todas inúteis, não crescem, e muitas não trazem nada (compare-se com as do StarWars, por exemplo). São só truques fracos para ir empurrando o plot aos pontapés.

 

Espero que estejas a ser irónico porque o Star Wars é dos mais básicos hacks com sucesso da história do cinema... Não há lá nada que não existisse antes e melhor. E deu para seis óperas bufas/westerns classe B espaciais...

Não estava, mas estava a falar do "charme e carisma" das personagens, não do enredo.Smile

Sim, o facto das pessoas não se saberem comportar numa sala de cinema foi mais um dos aspectos que fez com que eu cada vez menos saia de casa para ir a uma.

Já que estamos tanto a falar de pocahontas, para mim, experiência sensorial de tirar a respiração, foi ver isto num cinema:

 


Top10:

Something is missing

ver isto... falta qualquer coisa!

sim, somos todos amigos - mas gozar com o filme é válido!

Sim, a primeira meia hora do filme serviu para nos contar TUDO o que se seguiria! E esse tudo entrou com todos os clichés do livro! Quem tiver chegado a meio do filme sem ter plena noção do que estava para vir é porque estava a estrebuchar no chão com um ataque epilético por causa de tantas luzes a piscar...! Mas também, que filme hoje em dia é que nos surpreende depois de vermos o trailer? O último que me lembro que fugiu à regra foi o Eclipse Mortal, e já lá vão uns anitos!

Não me levem a mal, curti muito a forma como os Na'vi estão modelados/animados mas isso só me assusta com o futuro que daí há-de advir — se agora já quase não acredito em nada do que vejo na televisão como poderei continuar a fazê-lo!?

Agora, a banda sonora tem o condão de nos prender àquilo tudo de tal maneira que cheguei a ter palpitações em algumas cenas! E sim, o mundo é altamente e o cuidado com o pormenor com que o James Cameron nos habituou com Aliens e Terminator está lá mas...

Sinceramente só tive pena que a Michelle Rodriguez tivesse o destino que teve! Digam lá que não faz lembrar a Jenette Golstein no Aliens...!?

Agora, o que simplesmente ADOREI no filme foi aquele helicóptero!!!

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Just when you think you've learned the rules, someone revises them.

o filme

Comentando directamente o filme, é sabido que este script tão dessinteressante do Avatar foi escrito pelo próprio James Cameron e que é um projecto que ele tinha para fazer já desde 1999. Por isto compreende-se que a história e as personagens sejam tão básicas pois, na altura em que foram pensadas, era incerto o quão bem este mundo criado a computador com criaturas tão estranhas poderia ser transmitido para o espectador. Naturalmente, optou-se por manter as coisas o mais simples possíveis para que facilmente pudessem ser expressas em modelos 3D.

Agora que o James Cameron sabe o que se pode fazer, ele que é o mestre das sequelas (ver Terminator e Aliens), vai fazer um Avatar 2 espectacular. Até lá, este Dances with Smurfs, The Blue Samurai, Princess Mononeytiri, novo anúncio ao Meo Fibra, ou lá o que lhe quiserem chamar, sempre vale a pena ver pelo mundo fabuloso e atraente que monta no grande ecrã. É, de facto, uma experiência cinéfila interessante.

 

No que me toca, fui ver o

No que me toca, fui ver o filme e não gostei nada. Como fã de ficção cientifica apenas posso dizer que Avatar não é digno dessa classificação. Também achei a mensagem politico-económico-ecológica algo incomodativa e nada original.

Mas esta é apenas a minha humilde opinião. Se gostaram do filme, então mais poder a vos.

Quanto a um RPG, só se fosse para jogar os humanos e exterminar aquela corja de estrunfes USB. :)

Rick, já agora...Carnage Among the Stars? Paradise Bomb? Isso são RPGs?

Estrelas: o Meu Destino um Blogue dedicado a Traveller RPG - http://vargr-traveller.blogspot.com/

sir yes sir!

Vargr escreveu:
Rick, já agora...Carnage Among the Stars? Paradise Bomb? Isso são RPGs?

3:16 Carnage Among the Stars é um belo RPG, sim senhor, mas ainda não o experimentei. A Paradise Bom faz parte do equipamento que as personagens podem ter para devidamente massacrar qualquer raça alienígena. Dá d100 de dano a todas as distãncias! :P É caso para dizer que na vi nenhum Na'vi :)

 

Vargr escreveu: Rick, já

Vargr escreveu:

Rick, já agora...Carnage Among the Stars? Paradise Bomb? Isso são RPGs?

Starship Troopers em versão RPG. Vamos lá matar uns insectos!

P.S. - Há quem diga que é o Starship Troopers (filme) mas em bom. Só que eu gostei do filme.

d1000 by orbital bombardement

neonaeon escreveu:
P.S. - Há quem diga que é o Starship Troopers (filme) mas em bom. Só que eu gostei do filme.

É como se o Starship Troopers tivesse sido escrito por um irlandês maluco fã de Space Marines que não tem medo de fazer um RPG sobre genocídios em massa. É mesmo o que quem não gosta de Avatar precisa.

 

Também não gostei muito

Também não gostei muito do filme, mas tinha acabado de ver o fenomenal Sherlock Holmes de Guy Ritchie uma hora antes e talvez daí a grande desilusão.

Os filmes do Cameron, valem sempre pelos efeitos especiais e inovação nas técnicas cinematográficas. Este Avatar vale sem dúvida pelo mundo criado. Mas a nível de argumento... coff, coff.

 

"as efabulações sobre temas mundanos e o lugar-comum não satisfazem as mentes mais criativas e sequiosas de novos estímulos"

 

"as efabulações sobre temas mundanos e o lugar-comum não satisfazem as mentes mais criativas e sequiosas de novos estímulos"

avatar

Essa imagem está brutal.

Vão baixando as minhas expectativas, assim vou adorar o filme quando o vir Innocent

Basico

Eu como sou um gajo básico, gostei do filme!

Como sou leitor mais ou menos assíduo de ficção científica (ainda se escreverá assim?), é verdade que já tinha "lido" aquela história (estória, pros modernos) algumas vezes, mas que raio... eu não fui ver o filme em 3D pelo seu argumento! Queres ver que estão umas centenas de totós no cinema de óculos escuros, a analisar a profundidade do argumento? Alguns sim, a maior parte, atrever-me-ia a dizer que não.

Vasco, vais ver que como divertimento, são umas horitas bem passadas, pelo menos para mim!

... gosto de armar confusão Evilgrin

 

Jogatinas:

Pocahontas no espaço?

Ainda não vi o filme mas de todas as críticas a que me parece menos sólida e a mais generalizada é que o filme se inspirou na história de Pocahontas. Critiquem porque está mal realizado ou porque as personagens são genéricas, mas criticar um filme porque se inspira noutra fonte e temos pano para mangas. A história de Hollywood é feita de remakes. Digam que a textura dramática é má, digam que os efeitos visuais são desnecessários ou abusivos, digam que os clichés são demasiados, mas não digam que o filme é mau só porque é Pocahontas no espaço. Senão teríamos que desconsiderar alguns dos melhores filmes de Hollywood só porque foram beber da mesma fonte que outros. Alguns exemplos (não incluo filmes inspirados na mesma fonte mas diferentes, por exemplo, Batman ou Batman Begins, e tentarei só incluir filmes bons):

  • Alfred Hitchcock realizou O Homem Que Sabia Demais e fez o seu próprio remake vinte anos mais tarde com O Homem Que Sabia Demasiado (ambos são bons, embora o primeiro seja melhor).
  • Howard Hawks, que eu considero um dos 5 melhores realizadores da história de Hollywood, realizou Rio Bravo, fez um remake com El Dorado (que eu considero superior) e depois outro remake com Rio Lobo (e estamos a falar de remakes e não sequelas).
  • West Side Story não é mais do que a história de Romeu e Julieta no Bronx.
  • A primeira fase dos filmes de Brian de Palma (anos 70 e 80) era pastiches de Hitchcock (e até muito bons por sinal). Quem não viu Vestida para Matar (cópia de Psycho) ou Body Double (não me recordo do título em Português) que é uma homenagem / cópia descarada d'A Mulher Que Viveu Duas Vezes.
  • John Carpenter realizou Fuga de Nova Iorque e vinte anos mais tarde uma sequela / quase remake chamada Fuga de LA.
  • Os Sete Magníficos é, ponto por ponto, uma cópia d'Os Sete Samurais.
  • Por Um Punhado de Dólares é a cópia chapada de Yojimbo (western / samurais).
  • Os primeiros 20 minutos do Star Wars: A New Hope são uma cópia chapada d'A Fortaleza Escondida de Akira Kurosawa, incluíndo os dois fugitivos (no original) e C3P0 e R2D2 no Star Wars. O próprio Lucas admite que se inspirou em bastantes elementos dos filmes de Kurosawa, incluindo os duelos com os sabres de luz.
  • O grande filme Assalto à 13ª Esquadra (o original do Carpenter e não o mauzinho dos anos 2000) é Rio Bravo com polícias e gangues.
  • O Gladiador que arrebatou 5 óscares da Academia é uma cópia d'A Queda do Império Romano de 1964. Só passou despercebido porque os remakes normalmente têm o título do filme original e porque ninguém actualmente viu o filme de 64.
  • E pronto, para acabar com um filme de ficção científica: O Planeta Proibido, o maior filme de ficção científica dos anos 50, é Shakespeare no Espaço (A Tempestade).

Na minha opinião, dizer que não se gosta de um filme porque é [inserir nome original] no espaço é talvez um bocado redutor.

De um modo geral concordo

De um modo geral concordo contigo, neste caso em particular a descrição "Pocahontas no espaço" é bastante significativa, pelo simples facto de que também não gostei da história da Pocahontas (pelo menos a mais conhecida) :p

"the drunks of the Red-Piss Legion refuse to be vanquished"

È uma brincadeira não é

È uma brincadeira não é uma critica. Podias ler as coisas antes de avançar com um tom tão sério.

Dwarin escreveu:

Ainda não vi o filme mas de todas as críticas a que me parece menos sólida e a mais generalizada é que o filme se inspirou na história de Pocahontas.

"as efabulações sobre temas mundanos e o lugar-comum não satisfazem as mentes mais criativas e sequiosas de novos estímulos"

 

"as efabulações sobre temas mundanos e o lugar-comum não satisfazem as mentes mais criativas e sequiosas de novos estímulos"

Ainda no mês passado...

revi dois dos filmes que aí falas, "Forbidden Planet" e "Rio Bravo". Dois filmes que eu adoro :)
Só para vos atazanar, prometi ao meu cunhado que ia com ele ver o Avatar, outra vez ehehehe.
O gajo tem um recém-nascido e não quer sair de casa. Avatar é um filme que eu sei que ele ia gostar, então dei-lhe tanto na cabeça que o convenci a ir ver o filme. Mas ele não queria deixar a mulher sozinha com o puto, logo cravou a minha esposa para fazer companhia à mana. Quem é que sobra? Yours trully! Lá terei que ir com ele... e pela primeira vez na minha vida vou ao cinema, ver um filme no cinema pela 2ª vez. LOol!

Já me tinha acontecido ver o genial "Naked" do Mike Leigh em VHS e anos mais tarde revê-lo numa sessão de cinema.

Voltando à batata frita. Uns gostam outros não. Por isso é que eu costumo dizer, que o gosto é a coisa mais discutível do mundo. O que seria de nós se todos gostassem de amarelo?
Não queria com o meu post original, criar tanta celeuma, a ideia era mesmo dar a minha opinião de que não acho o filme assim tão mau. Até é bom, mas só bom... um 7, enquanto obra de cinema. Já enquanto experiência audiovisual, é um 9 gordinho, a roçar o 10. Tantos e bons efeitos, o 3D, as cores, o som... Uff!

Mas nunca o trocaria pelo meu "La Haine" do Matthieu Kassowitz :)
Bons filmes para todos, eheheh!

 

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Arrebimbomalho escreveu:

Arrebimbomalho escreveu:

Eu como sou um gajo básico, gostei do filme!

Thumbs UpThumbs UpThumbs Up

 

já ontem tive uma discussão no encontro do Porto por causa do 2012 que eu também gostei e ao que foi apontado coisas como: "andar no tibete de manga curta numa pick up é impossivel! morrias de frio!"...

 

Eu vou ao cinema para me distrair e ver coisas diferentes... a partir do momento em que um filme diz: Tudo o que for mostrado aconteceu na vida real, aí sim, já posso criticar se o tipo está ou não de manga curta, agora é simplesmente ficção... tal como o Avatar... São filmes, é suposto serem exagerados, são desenhados e criados para divertir!

 

Eu também sou um gajo muito básico pois gosto de um filme que apenas me distraía...

Crashburner escreveu:

Crashburner escreveu:

Arrebimbomalho escreveu:

Eu como sou um gajo básico, gostei do filme!

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já ontem tive uma discussão no encontro do Porto por causa do 2012 que eu também gostei e ao que foi apontado coisas como: "andar no tibete de manga curta numa pick up é impossivel! morrias de frio!"...

 

Eu vou ao cinema para me distrair e ver coisas diferentes... a partir do momento em que um filme diz: Tudo o que for mostrado aconteceu na vida real, aí sim, já posso criticar se o tipo está ou não de manga curta, agora é simplesmente ficção... tal como o Avatar... São filmes, é suposto serem exagerados, são desenhados e criados para divertir!

 

Eu também sou um gajo muito básico pois gosto de um filme que apenas me distraía...

 

Oh, aí já estamos a falar de gostos. Uma coisa é dizer que o filme é muito original e bem escrito. Isso pode ser discutido.
Agora se precisas de menos (argumento, lógica, seja o que for) para te divertires no cinema... O que é que se pode dizer? No fundo és tu que sais a ganhar.
E não precisam de vir com comentários defensivos do género "sou um gajo básico". lol

 


Top10:

Também não e preciso

Também não e preciso criticar quem admite que é um gajo básico, é preciso coragem para admitir em publico que se é um idiota no que toca a filmes, com uma mente que tende pró infantil e se satisfaz com muito pouco desde que seja bonito...tipo os mosquitos hipnotizados por uma lâmpada.

Desde já saúdo todos os gajos básicos aqui presentes! Não tenham vergonha do que são nem de o admitir e nunca deixem que ninguém vos diga o contrario.

A verdade é que a natureza odeia vácuo e tende a equilibrar-se. Se não me engano é o Budismo que diz que tudo o que existe debaixo do céu tem uma razão de ser.

Se por um lado os gajos básicos conseguem apreciar filmes tolos e mal feitos porque tem muitos efeitos e muito barulho ; por outro as pessoas mais inteligentes que geralmente detestam esse tipo de filmes conseguem apreciar as obras mais intelectuais e significantes que causam dor de cabeça aos gajos básicos.

E ficamos todos felizes e contentes. Os gajos básicos na sua obscura ignorância, os gajos avançados na sua luminosa sabedoria.

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Back to basics...

Eu diria, os gajos básicos na sua luminosa sabedoria, os gajos avançados na sua obscura ignorância.

Mas isso sou eu, um gajo básico...

Confused

 

Exacto, es um gajo básico

Exacto, es um gajo básico e por isso o mais que consegues é inverter o que eu disse, num acto de pura falta de originalidade.

Como eu disse, não há razão para ter vergonha. A gente não se importa e compreende as vossas limitações. Cool

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Hehehe

A ignorância não tem limites...logo os tipos básicos não podem ter limitações.

Agora só falta ver o fime!

Wink

Nazgul escreveu: A

Nazgul escreveu:

A ignorância não tem limites...logo os tipos básicos não podem ter limitações.

Agora só falta ver o fime!

Wink

 

BOA! O Nazgul ganha o thread!

Declaro-me vencido por este argumento. Bem feito Nazgul! Happy

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  «Mais vale estar

 

«Mais vale estar calado e julgarem-te um idiota, do que abrir a boca e dissipar todas as dúvidas.»

Herrar é umano.

"O homem verdadeiramente

"O homem verdadeiramente sábio segue os seus próprios conselhos."

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Bem, não vi o filme por

Bem, não vi o filme por isso não posso ter uma opinião mjuito acertadea sobre o assunto, mas parece-me pelos comentários que o Cameron caiu na armadilha que os realizadores dos anos 50 caíam (só que agora na perspectiva oposta) de bons contra maus. Acho muiot mais interessante a perspectiva do anime "A princesa Mononoke" em que não há bons ou maus, mas apenas culturas radicalmente opostas e que precisam dos mesmos recursos (embora explorados de froma diferente) para conseguir sobreviver, o que é completamente antagónico.

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

 

 

" Robot durante o dia, vegetal durante a noite"

Gostei

Acabei de ver o filme.

Já tinha lido esta thread toda e mais material por isso sabia que tinha de levar o filme como light entertainment. E gostei. Não há plot twists, não vai ganhar oscar de melhor actor, mas cumpriu aquilo a que se propunha: entreter-me 3 horas. A certa altura ja nem ligava se algum telemovel fazia barulho. O que me cativou não foi o 3D, foi o realismo do CGI. o raio dos na'vi estão tão bem conseguidos que a certa altura dei comigo a pensar neles como actores reais. Conjugando a isso o badalado 3D e consegue-se algo muito desejado: a imersão  (é necessário ignorar as legendas).

É um dos meus filmes favoritos? não. Valeu o dinheiro que dei por ele? Sem dúvida. 

They can keep their heaven. When i die, I'd sooner go to Middle Earth - George R. R. Martin

Há 10 tipos de pessoas: As que sabem binário e as que não sabem.

Gostei!

Após ter visto o filme, devo dizer que gostei bastante.

Visto a 3D é uma experiência audiovisual sublime, onde a história linear, as personagens unidimensionais e as interpretações fracas são totalmente ofuscadas, arrisco-me mesmo e dizer quer se tornam meros figurantes, perante a força de Pandora (leia-se CGI). Os detalhes são simplemente deliciosos e permitiram-me imergir em pleno no "setting" apresentado!

Thumbs Up

 

Não sei... Não vi... Não Gosto...

Se for tão marcante como o Titanic vejo quando passar pela 49 vez na tv...

 

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hummm...

O Titanic foi marcante? Confused

 

Sim deverá passar várias dezenas de vezes na tv, mas não será o mesmo que o 3D numa sala de cinema.

 

Wink