The 101 - 05 - Being an Operative of the 101
Ethan Hunt, James Bond, Jason Bourne, Frank Martin, John Constantine, Neo, nomes sobejamente conhecidos, e no entanto com poucas possibilidades de ser material de 101.
O 101 recruta apenas os melhores dos melhores, aqueles que se distinguem e excelem no seu campo de preferência, tanto pelo estudo aplicado das suas competências como por uma aptidão natural para as mesmas. Um Operative do 101 é o melhor, sendo apenas igualado por outro Operative. O Operative do 101 reconhece também o valor de trabalhar em equipa para atingir um fim comum, por isso quando e se as premissas de Chios o colocam no campo com outros Operatives, ele põe imediatamente de parte qualquer ego ou personalidade para o bem da missão. O Operative do 101, sendo o ser mais Cool à face da Terra, sabe quando ser Cool sozinho e quando ser Cool em grupo - para ele, a Missão está primeiro.
O Operative está acima da lei, mas isso não o impede de a respeitar, quando isso o beneficiar. O Operative do 101 defende o Planeta das ameaças ao status quo e não se deixa limitar por conceitos como lei, ordem ou compaixão.
O Operative sabe também que o anterior é uma pilha de mentiras vendidas no Manual, destinadas a impressionar os jovens Operatives. Na verdade, nenhum deles alguma vez deixou de imprimir o seu cunho pessoal na Missão, ou implicou com um parceiro, tendo mesmo degenerado em confronto físico, ou saíu do seu caminho para ajudar vários inocentes, deixando escapar a presa no processo. O Operative, mesmo que não seja humano, luta por esse sentimento que lhe escapa ao cumprir missões atrás de missões para esconder a verdade e mentir ao Mundo, e não é desconhecido o Operative que, armado do conhecimento que trabalhar nesta organização lhe deu, abandonou o 101 para expor a verdade. Ser confrontado diariamente com curas para todas as doenças que não são distribuidas, com armas de despopulação posicionadas sobre todas as grandes cidades, com a verdadeira religião escondida pela religião do público, ou com a verdadeira história a ser re-escrita pelas vontades de alguns e nada ser feito contra isso, é muito árduo fisica e psicologicamente, e nem todos conseguem chegar ao fim do dia de consciência tranquila e com o dever de um trabalho bem feito.
Jogar um Operative, no entanto, pode ser das coisas mais divertidas em RPG: é uma pessoa Cool, com poderes e abilidades que o distinguem do comum dos mortais, e lida diariamente com a Verdade Escondida, e não tem medo de lhe dar um pontapé na cara se a isso for obrigado.
Alguns apontamentos são necessários para melhor perceber o estilo de jogo de The 101 RPG:
-Tudo é Cool
Todas as acções do jogador devem reflectir o facto de estar a jogar um ser terrivelmente Cool, mais Cool do que em qualquer filme, livro, ou comic book existente, e deve sempre descrevê-lo assim; sempre, ou se isso não for possível, a maior parte das vezes. O jogo é extremamente visual e gráfico, e todos à mesa ficam a ganhar se esta instrucção for cumprida. Algumas dicas para tornar o jogo mais gráfico são: envolver elementos de cenário ou ambiente na descrição, envolver linhas de pensamento do personagem, envolver o que se espera, envolver onomatopeias.
-O Operative tem o controlo
Ao contrário da maior parte dos jogos comerciais disponíveis, este é um jogo onde o jogador realmente tem poder sobre a narrativa, não estando limitado a descrever as suas acções pelo resultado dos dados, pois as regras do jogo apoiam a intervenção activa do jogador: em vez de esperar passivamente que o GM lhe passe a vez, ele pode simplesmente gastar um dos seus pontos de Cool Factor e tomar conta do jogo, inclusivé usando isso para se colocar numa posição menos favorável - se isso for Cool, obviamente. Outros possíveis usos são os já apontados: ganhar um combate, avançar a história, mostrar um flashback ou memória, seu ou de outro Operative; se desejar, até de um Adversary!
Seguir estas regras é estar no melhor caminho para se tomar o melhor proveito do jogo.
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Sei que já falámos nisto
Sei que já falámos nisto num capítulo anterior, mas aqui não seria o melhor sítio para descrever a mecânica de evolução de personagem?
Gostei bué do dilema que acabaste de introduzir no jogo, o lidar com a verdade escondida, era fixe se desenvolvesses mais essa parte no capítulo para o GM, para ele saber como atirar isso à cara dos jogadores duma maneira Cool e que seja relevante p tornar a história mais interessante.
És capaz de ter razão, mas
És capaz de ter razão, mas confesso que quando escrevi isto nem me lembrei de incluir no texto esse facto!
Hoje se calhar ainda ponho a parte do GM, o que termina a 1ª fase do jogo; a 2ª fase começa com as revisões, e depois logo coloco.